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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O que eu aprendi no hospital Santa Catarina

Ao entrar no quarto 209 do bloco A no hospital Santa Catarina foi como se o ano de 2007 voltasse a minha cabeça. O layout do quarto igualzinho ao que eu fiquei naquele ano. Quanto retirei a vesícula minha mãe e meus avós vieram me acompanhar. Eles, sempre eles.

Lembro de estar mal humorada, com frio, com fome e com sono. Lembro de ter sido meio grosseira. Lembro de talvez estar meio ansiosa, e lembro deles não brigarem comigo….

Mas o que eu mais lembro e vou lembrar pra sempre foi o momento em que acordei da anestesia. O quarto estava todo escuro, e meus avós estavam sentadinhos no sofá abraçados, quietinhos, juntinhos, só esperando eu acordar. Não tinha luz, não tinha televisão, não tinha papo. Tinha eles dois esperando a neta se recuperar.

Minha avó me deu o almoço. E na primeira vontade de fazer xixi lá veio ela com a comadre. Essa situação é muito chata. Muito difícil fazer xixi deitada. Meu avô, respeitando sempre a minha privacidade saiu do quarto. Ficamos minha avó e eu. E quem disse que eu conseguia? Abre a torneira. Nada. Desliga a TV. Nada. Apaga a luz. Nada. Liga o chuveiro (!!!), bem ai eu consegui…. rs rs… E a minha vó pequenininha e suuuuper paciente comigo dizendo que tudo aquilo era normal. Assim como a minha mãe, que durante a noite ficou sendo acordada o tempo todo a qualquer necessidade besta que eu tinha….

Entrei no quarto hoje e pensei que nunca vou esquecer isso…. E pensei que possivelmente nunca mais terei uma recepção dessas… Me deu uma tristeza… Mas me trouxe um sentimento de gratidão por ter vivido isso… Por ter aprendido alguma coisa com essa minha família…. Também estou no escuro agora escrevendo esse post. ;-)

sábado, 26 de julho de 2014

"Obrigada meu Deus" por Vanessa Almeida

Tenho uma grande amiga carioca (apesar dela ser mineira rs rs) que conheci em um antigo trabalho… Ela como carioca morando em SP morria de saudade da praia e uma vez me contou que tinha passado o final de semana no Rio e sentindo aquele sol quentinho batendo na sua pela ela pensou "Obrigada meu Deus". Um agradecimento pelo sol quentinho que ela tinha sempre quando morava no RJ, mas que em SP já não era tão frequente assim…. Um momento "Obrigada meu Deus". A partir daí comecei a prestar atenção nesses momentos… E aí minha amiga do trabalho atual, a Van, publicou outro dia o texto abaixo… E achei tão bom que pedi sua autorização pra por aqui também….

Por Vanessa Almeida:

"A cada dia um novo aprendizado, depois de uma semana cansativa um final de semana com a família e amigos para repor as energias. Hoje um dia intenso, e ao chegar em casa, cansada, vejo o quanto tenho a agradecer, pelo meu lar quente a minha espera, pela água do meu banho que me aquece e me faz relaxar, pela sopa quentinha que a pessoa que me ama fez para me agradar, enfim, a cada dia é preciso enxergar que pequenos gestos, são o que realmente é importa, e penso, preciso ser um ser humano melhor, porque nesses momentos Deus me mostra o quanto o que achamos pouco é mais, e ai me lembro que na vida não é só pedir, agradecer pelo que temos, mesmo que possamos achar pouco, é sempre mais. O mais importante..."

Meus 'testimonials' do orkut

Já que o orkut vai morrer vou garantir a lembrança de uma das coisas que eu achava mais legais. Testimonials. Eu sempre acho que todo mundo precisa de validação… Nada como ter guardado num cantinho especial todos esses recados que um dia me alegraram muito. Hoje novamente. Ler tudo isso traz um conforto espiritual. =)

Ah, o meu perfil era "The girl who does yoga". Senti uma saudade daquela época…..

Rodrigo Farah em 5/10/2009
A Gá é uma grande amiga! Batalhadora que luta por seus sonhos com muita humildade. É daqueles corações que olha para o "outro" ao mesmo tempo em que olha para si mesma.
Seu jeito simples traz a verdadeira beleza que carrega dentro de si.
Luta pelo seu bem estar físico e mental como ninguém!
É daquelas pessoas que faz com que as coisas pequenas sejam, na verdade, as maiores.
Beijão, Gá!!
Parabéns pelo seu níver!!!
Ro.

Lia em 10/03/2009
Ainda bem que eu tinha razão, né, Gá? Sabia que vc seria parte importante da minha passagem por esse lugar e que me traria muitas boas coisas. Foi demais o equilíbrio que me trouxe durante estes anos que pude ter o prazer de tê-la a poucos metros de mim: para a minha ansiedade e insegurança, a sua capacidade de acalmar, de tranquilizar. Não tinha tido trocas tão intensas com uma amiga recente, dessas que só a gente entende quando estamos com as mãozinhas dadas e os olhos fechados. Pois é... Que bom é ter você, do jeitinho que você é, na minha vida. Minha amiga, companheira de muitos momentos e confidente das mais diversas barbaridades. Uma pessoa linda, com um coração enorme para oferecer. Pra vc, dona Gabriela, toda a felicidade que aguentar. Pra mim, um espacinho de camarote para te ver voar... Eu te amo e já estou com saudades. um beijo grande e até logo.

Gaby em 12/04/2008
A Ga eh simplesmente a irma q eu escolhi

Gaby em 31/03/2008
Ga...adoro....acabamos de voltar de um restaurante indiano la em Covent Garden, pq a gente gosta de comer em restaurante gostoso. Agora estamos no nosso albergue cheio de pirralhos, mas a gente gosta mesmo eh de hotel com banheiro no quarto, cama feita todos os dias e aquecimento....a gente demora pra saber do q gosta mesmo hahahhaahah!!!
Ga me divirto horrores com vc(nem sou exagerada viu)...eu sei q "disturbo" de vez em qdo hahaha...sao tantas risadas q eu ja deveria estar com a barriga tanquinho!!
Estou amando a viagem e mais ainda estar com vc!!! hahahah q gay q ficou isso hahahaha!! Mas tuudo bem...amanha a gente vai na LaDuree!!! hahaha, naaaada a ver!!
Eating and shitting!!!
Rs!!
E viva margaritas!!!
We'll make the best of what's around!!!!around...so pra nao perder o habit…
Bjinhos

Bia (Manaus) em 08/10/2007
Vinicius de Moraes disse um dia:
"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se tivessem morrido todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta-me saber que existem. Essa mera condiçao me encoraja a seguir em frente pela vida! Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure sempre"

Gaby em 29/08/2006
Oque é que a Gabriela tem....a bichinha é arretadaaaaaaaa!!! HIhihihi...Ga, vc eh diversao total, terapia total, comida mexicana total, ainda nao eh comida japonesa total mas espero q um dia seja ahahahahaha, CAIPIRINHA TOOTAAAAAL, casamentos total hahahah, sapos total, dates total, Ka total, praia total, pao de mel total(ai q saudade), tudo de bom total, sem esquecer gansa total...ai Ga, vc eh total minha amiga e eu sinto uma saudade imeeeeeeeeeeeeeensa de estar por ai!! Mas é uma fase de crescimento pra mim e logo logo estarei ai de novo, pra regredir alguns anos com as besteiras q falamos aahhahaahahaa....adooooorooooo!!! hahahaha
WE'LL MAKE THE BEST OF WHAT'S AROUND...pensando seriamente em transformar isso em memoria fixa, escrita!
Nao sei nem como descrever vc, amiga-irma eh pouco!!! Vc sabe q sou o ò com as palavras neh heheheh, mas vc me entende!!
Te adoro demais!!
MUAHHHH
BACIONEEE

Ruy em 10/04/2006
Bom, o que eu posso falar da Gabi.
- Eu conheci essa pessoinha no cursinho (cerca de 8/9 anos atras).
- Sempre meninona, ia la mais pra fazer um social do que qualquer outra coisa...heheheh
- Passamos por situação semelhente na vida, o que, embora triste, faz com que nos entendamos surpreendentemente bem.
- Amigona (foi minha primeira melhor amiga), confidente, engraçada, de personalidade forte, protetora, ciumenta e, principalmente, paciente.
- Talvez seja por causa desta paciência (que procuro explorar ao limite), que dia sim dia não, nos brigamos.
- Enfim, brigamos muito. Na primeira vez ficamos quase 3 anos sem nos falarmos. 
- Depois voltamos ao normal!! :)
- No momento estamos brigados de novo. :(
- Mas já já deve passar. Espero que desta vez dure só uns 3 meses. :P
Te adoro Chatonilda!!!
beijão

Clau em 18/02/2006
A Gabi é uma pessoa muito especial. 
Isso não se deve apenas ao fato dela ser irmã da minha melhor amiga, mas também porque ser amiga dela é como ganhar aqueles bilhetes premiados.
Pois a amizade da Gabi vem acompanhada de uma bagagem repleta de coisas especiais: muitas outras amizades (Gá, Bia, Cris...), muitas risadas, experiências loucas como uma viagem rumo à ilusão (hahaha), pão de mel, uma família maravilhosa, caipirinhas de Seleta, Dave Matthews Band (AMO) e tantas outras coisas que são impossíveis de serem descritas aqui.
Gá, obrigada por ser minha amiga.
TE ADORO!!!
Milhões de beijos.


Larissa (provavelmente) em 12/12/2005
A Gá é uma pessoa mtu linda por fora e por dentro..embora meio geniosinha..hehe..mas no fundo ela sempre tem razão no que diz! Sempre tem conselhos ótimos pra dar..é uma pessoa extrovertida..amiga pra tds as horas..
e mais um monte de coisa boa!!!
Gá! vc tbm é mtu importante na vida vida...aliás vc num tem noção do qnt é importante pra mim! Te amo linda!!
bjus!!!

Cris em 06/10/2005
Gabiruuuuuu!!!! Está é minha amiga, menina, moleca, mulher, linda, anti-meiga, gansa-mais-que-mor, Gabriela Pesente ;) E este é o seu DIA. Abençoado dia este, heim, queridona. E abençoado tbm foi nossa amizade mais q inusitada huahahauah Agora terá q me agüentar, viu :P rsrs
Miga, passando por aqui só para deixar mais uma vez registrado meus PARABÉNS!! E que vc tenha mtas felicidades e TUDO do BOM e do MELHOR. :)
Te adoruuu muiittoooooo!!!
Bitocas
Obrigada por tudo!

Acho que foi a Thaisa em 23/07/2005
Conheci a Gabi em 96, quando ela morou em Manaus.
Faz muuuuuuuito tempo que não nos vemos, mas tenho certeza de que ela continua a mesma! Mais fortalecida, mais bonita, mais calejada... mas a mesma pessoa alegre, amiga e cativante...
Te adoroooooo!!!
Um grande beijo e muitas saudades!

Luis Flávio em 14/12/2004
Menina!!!
A Gabi pra mim é a prova q existe salvação para o stress causado pela junção de dois cromossomos X.... Essa á a menina mais gente boa que existe, sussa de tudo, amiga pra todas as horas, companheira de filosofias, conspirações e baladas... (ainda por cima é gata, mas vou pular essa parte...)uma amiga pra toda vida e fácil fácil a convidada de honra pro dia que eu conseguir comprar aquele veleiro...
Gabi, Bjos pra vc!

Marcel em 15/11/2004
Grande Gá...
Desde que eu a conheci percebi que era um pessoa muito especial.. e com o tempo nossa convivencia aumentou muito e pude comprovar isso... Agora que as coisas mudaram eu pensava que ia me distanciar dela, mas nada disso aconteceu... Agora considero uma amiga, uma pessoa maravilhosa, simpatica, legal...
Bjão Gá

Caroline em 14/09/2004
Falar da minha priminha do coração é o maior orgulho que tenho. Amiga, irmã, companheira, conselheira, palpiteira, decidida, corajosa e verdadeira. Não consigo ficar mais do que uma semana sem falar com ela. Depois disso já começo a ficar com abstinência!
Sempre que preciso de ajuda, corro p/ ouvir os seus conselhos, e olha que ela tem de monte!!!
E como tudo tem limite, essa menina é turrona e geniosa, mas vale OURO!!! Tem um coração imenso.
É a irmã que eu não tive. 
Gá, vc sabe que eu te amo muito né!!??
Conte comigo sempre.

Bia Masc em 01/09/2004
Oi amiga!!!
Saiba que fiquei muito feliz de ter te conhecido, pena que foi no finalzinho da facu, né??!!! 
Mas isso não importa, pois agora estaremos muito mais tempo juntas, até no trabalho!!!! heheheh
TE ADORO MUITÃO!!!!!
bjocas
Bia

Tiemi em 17/08/2004
A Bi é aquela amigona do coração, que, estando longe ou perto, nas horas tristes ou alegres, está sempre ao nosso lado para compartilhar todos os momentos e fazer com que tudo se torne um pokinho mais fácil... Além de ser divertida e ótima parceira de baladas e shows!!
Bi, te adoro muito, viu?
Bjinho ti
ps. Ah! Sem esquecer a familia maravilhosa que ela tem!!

Luana em 16/08/2004
minha amiga querida,
q bom saber q vc ta por aqui e q nossa amizade se mantem por tantos anos... quero q saiba q vc é alguem de referencia p/ mim, com quem sei q posso contar e alguem q é mto especial p/ mim. apesar de nao nos vermos sempre, vc mora no meu coracao... acho q vc sabe, né...
bjos carinhosos, da sua amiga

Debora Borges em 13/082004
Queridinha,
Apesar do pouco tempo (aliás, mto tempo, conviver no Projeto já foi demais...rs), dá prá ver q vc é uma pessoa fofa, amiga, do bem. Sabe akelas pessoas do coração?? pois é, vc é uma delas!
Obrigada por td!
Ah, obrigada pelo convite, mas como eu disse, sou uma pessoa super amigável e já tinha recebida 4 lalallalala…rs
Bom, ti adoro mto!!
Mta sorte, sucesso e felicidade nessa fase.
Gostaria de desejar mta $$ tb, mas eu sei q isso é humanamente impossível, já que estamos fazendo parte do "Fome Zero - Distribuição de pobreza"…hahaha
Beijão
Ah, naum podia deixar de escrever a fase célebre - "Tudo tem limite nessa vida!" hahaha


Carine em 31/07/2004
Falar da Bi? O que devemos falar de uma pessoa que vimos no berçário, que fez parte integral de nossa vida, daquelas que temos lembranças maravilhosas, que foi uma criança adorável e se tornou uma mulher incrível? A Bi é de um bom humor, de um bom papo incríveis... Aliás dizem as más línguas que falamos no mesmo tanto e na mesma rapidez... Será? Coisas da genética, fazer o quê? heheh! Bi te adoro mto prima!! Bjão CA

Karen em 31/07/2004
Bigus...vc é tuuuudo de bom ne??seu jeitinho consegue animar qualquer pessoa…bjocas

Marcel em 11/07/2004
Ga,
Gostei muito de ter te conhecido. Nesse 1 ano e meio q fiquei proximo de vcs percebi a pessoa maravilhosa q vc é...
Beijos

Carol  em 15/06/2004
Oq dizer sobre a Gabi??? Uhm...poderia chama-la de fada madrinha...Eu e o Flá estamos devendo no mínimo uma Ferrari para ela...talvez um dia a gente consiga atingir esta meta...
Menina...nos conhecemos a 7 anos??? Muito tempo...vc sabe que mesmo distante...sempre mantemos a nosso amizade de alguma forma e assim que é bom...pois mostra que era realmente para ser...
Te adoro
Beijos
Carol


terça-feira, 1 de julho de 2014

às amizades com mais de 20 anos

Hoje, no meio de conversa com amigos num happy hour entramos no assunto "amigos antigos". Fui elogiada por manter amizades,  e eu sei que não é todo mundo que mantém. No fundo não é toda amizade que se mantém. É pra ser uma coisa mútua, é pra ter dois lados, é pros dois lados quererem continuar, é pros dois lados quererem querer….

num dos meus aniversários...
Tenho uma amiga de mais de 20 anos. Minha amiga de mais de 20 anos faz aniversário amanhã. Ao pensar o motivo da continuidade dessa amizade não sei se consigo explicar exatamente… Tentei falar no bar, como se fosse possível, mensurável, explicável… A Luana é uma amiga de alma. Somos diferentes, e somos iguais. Temos famílias parecidas, amáveis e intensas. Eu administradora, ela fonoaudióloga. Ela mais flexibilidade, eu mais rigidez (será?). As duas loucas pra emagrecer, sempre e pra sempre, rs rs. A Luana é um abraço apertado, e um sorriso largo. Como me sinto bem a cada encontro, e como somos próximas mesmo que demore pra gente se encontrar (a última vez foi em dezembro do ano passado). A Lu, que como eu gosta das sutilezas, tão importantes na vida. Que cuida do outro. Que cozinha com amor. Que conversa sem parar como eu, e que percorre dos temas banais aos mais intensos. Como não amar? Como não querer que essa amizade dure pra todo sempre… 20, 30, 40, todos anos. 

Que venham todos os anos pra vida da Luana, todos os anos de amizade, e todas as felicidades.  Que a vida da Lu querida seja sempre tão receptiva e feliz como ela, com um abraço apertado e um sorriso largo.

sábado, 21 de junho de 2014

As perdas da vida...

Eu detesto aprender na dor mas admito que muito do que aprendi na vida foi com a dor, com o auto conhecimento.

As perdas da vida me fizeram ter atitudes de auto proteção. Quando meu pai morreu eu fui a forte. Sou vista como a forte até hoje. Naquele dezembro de 1998, do alto dos meus 17 anos (!!!) encarei a perda do meu pai de forma surpreendente. Não queria deixar de fazer as coisas esperadas de mim, tipo a prova do vestibular. Não queria chorar muito, isso demonstraria fraqueza. Não queria que minha mãe e meus irmão menores sofressem tanto. Fui criando em volta de mim uma bolha, que realmente me fazia sentir forte, mas não me deixava viver o que eu estava vivendo.

Me lembro da minha prima Caroline me ligar e eu não querer atender. Sabia que desmoronaria. Ela sabia que eu precisava daquele apoio. Mas mesmo assim me fiz de difícil. Não fui a velório e nem a enterro. Não queria ver meu pai pela última vez. Talvez não quisesse acreditar que tudo aquilo estava acontecendo. E lá foi minha mãe sozinha - nunca deixaria isso acontecer de novo. Fiquei em casa com os irmãos e recebi a visita dos meus amigos da escola, nunca vou esquecer deles comigo. Ainda assim não queria me abalar, 'não era assim que meu pai ia querer me ver'.

O tempo vai passando, e a bolha da proteção não consegue ser tão forte. A vida vem e o medo de perder alguém de novo é enorme. Se envolver com alguém e correr o risco de sofrer uma perda de novo? Não, obrigada! E quantas vezes na vida não me envolvi com namoradinhos, ou até com amigos mesmo, com a família (!!!) por medo da perda. E a perda vem. O avô velhinho se vai, a tia avó também, de vez em quando alguém muito novo morre… Ou alguém que está vivo se vai levado pela vida… E a perda dói, e é difícil sempre, e mais difícil ainda pra quem não quis passar por ela.

Ai a terapia, os livros, a vida, o auto conhecimento vão mostrando que não precisa ser assim. Não é preciso ser tão forte. Meus 30 anos me mostraram como eu sou eu, e como eu tenho que ser importante pra mim. Como eu tenho que ter valor pra mim, e como só assim eu terei valor pro outro, e que independentemente desse valor as pessoas vão e vem.

E graças a Deus eu "perdi" o meu avô Lauro depois dos meus 30 anos. Não, ele não morreu. Mas ele também não é mais o mesmo. Ele já não fica fazendo os jogos da mega sena, e nem tenta comprar um Audi, ou convencer a vovó de que o Fusca poderia ser o novo carro deles. Ele já não quer abrir uma garrafa de vinho, ok, acho que isso ele ainda quer lá no fundo, mas ele já não toma mais a garrafa de vinho, ou dá dicas sobre como escolher as frutas e legumes no mercado. O que ele tem, que sempre teve e sempre terá é o amor que passa pra gente.

E o que tudo isso tem a ver? Tem a ver com o fato de me permitir viver intensamente as coisas, sem o medo da perda, porque a perda virá. Já faz mais de 15 anos que meu pai morreu, e ainda tenho dificuldade de me envolver totalmente. Algumas pessoas conhecem meu lado bem frágil. Outras acreditam que eu seja uma rocha. No fundo a cada dia, a cada evento da minha vida ou da vida de quem me interessa me mostra que tudo sempre vai mudar, e a dor sempre vai existir…. MAS, a dor, a saudade, esses sentimentos só acontecem pra quem se permite viver. Pra quem se permite sentir. Pra quem efetivamente deixou o medo de lado e desencanou da proteção pra viver.

domingo, 8 de junho de 2014

Pra relativizar….

"Gá, cheguei em Santos. O vovô tirou a traqueo!"

(…)

"Pai nosso que estais no céu… Ave Maria cheia de graça… 'Deus, cuida dos meus avós Lauro, Faustina, Dora. Da minha mãe, dos meus irmãos, do meu marido e de mim. Amém'"

(…)

"o vovô tirou a traqueo!"

Foi como um sonho virando realidade. Por muitas noites eu pedi pra Deus pra que meu avô pudesse finalmente voltar a comer alguma coisa. Pedi, pedi, pedi. Quase fiz promessa. Pedi… Desisti de pedir por isso exatamente, apesar de ser um sonho dentro de mim. Um sonho que aconteceu. Passei a pedir que simplesmente cuidasse da gente.

Persistência de 1 ano e 3 meses do meu avô. Sem falar, sem comer, sem tanta coisa. E como não achar que a vida é mais simples? E como não agradecer a Deus por tudo que temos. Pelo gostinho bom da comida, pela água quentinha do banho, pelo abraço gostoso do vovô que saiu daquela cirurgia vivo, diferente do que entrou, mas vivo? Como não ficar feliz com o cheirinho de amaciante no travesseiro, ou quando o ônibus chega rápido no ponto. Quando o dia amanhece azul e os faróis do caminho estão todos abertos.

Não agradeço o AVC do meu avô, seria muito hipócrita da minha parte, mas admito que aprendi muito. Muitíssimo. Aprendi o que realmente importa. Ainda me irrito com o que não importa. Gasto energia com o que não precisa, mas definitivamente me abasteço lá em baixo… Com o abraço gostoso do avô novo, e o olhar carinhoso da vovó de sempre.

Deus, cuida dos meus avós, da minha mãe, dos meus irmãos, do meu marido e de mim. Amém. 

sexta-feira, 23 de maio de 2014

"pra eu ter a felicidade de continuar sentindo o seu amor"

No dia das mães com os netos
Nunca gostei desse negócio de "aprender a dar valor". Sempre achei que é possível dar valor sem ter que perder, sem ter que passar por experiências traumáticas, sem muito sofrimento. Continuo achando isso, mas admito que hoje dou mais e mais valor pra família que eu tenho o prazer de fazer parte.

Ontem foi aniversário do meu avô Lauro, e eu estava realmente emotiva pra escrever qualquer coisa. Muitas mensagens de aniversário pra ele em um grupo da família Ozores que temos no whatsapp me deixaram com aquele nó na garganta, e obviamente quando eu liguei pra falar com ele continuei engasgada.

Depois de um ano com o meu avô pós AVC é praticamente impossível dizer que as coisas estão iguais. Não estão e provavelmente não ficarão. A evolução do meu avô é homeopática, mas é evolução. O carinho que ele demonstra pela gente tem doses cavalares, e assim ele é retribuído. Na verdade eu acho que o amor que damos pra ele é normal, mas com os comentários das pessoas parece mesmo que fazemos mais que a média. Mas no fundo é maior que a média porque meu avô é acima da média. A família é acima da média.

Aprendi com a experiência traumática - e pra mim meu avô de quase 80 anos sofrer um AVC, ficar muito mal e quase morrer é uma experiência traumática, apesar de muita gente considerar isso "natural" com um avô, com essa idade. Voltando, aprendi com essa experiência traumática que a minha família é realmente a coisa mais importante da minha vida. Pode parecer clichê, e provavelmente quem ler isso vai achar que a sua família também é a mais importante… Talvez quem conheça a minha família concorde comigo… Quem conhece meus avós também concordará, mesmo que em partes.

Minha família sempre foi muito unida. Sempre foi uma mistura entre a família do meu pai e da minha mãe, sempre foi uma confusão. Quando meu pai morreu meus avós praticamente se mudaram pra casa da gente pra dar o apoio que podiam dar, que foi gigante. Meus avós que sempre fizeram tudo pelas filhas e pelos netos continuavam a fazer o impossível pra que aquele buraco ficasse um pouco menor. De apoio emocional a financeiro eles fizeram tudo.
E tudo quer dizer tudo. Meu avô que se tornou avô jovem e brincava com os netos de cavalinho se tornou um senhor, mas continuava o exemplo. Quando eu passei na faculdade ele fez questão de me ensinar o caminho que eu teria que fazer de ônibus. Foi comigo no horário da aula, afinal eu precisaria me programar pra chegar a tempo, sem atrasos. Meu avô foi firme ao não me ensinar a dirigir pra que eu aprendesse na auto escola sem vícios, e nunca titubeou ao me deixar dirigir seus carros (sempre um xodó). Vira e mexe faço coisas que aprendi com ele, e seria impossível ser uma pessoa que não cumpre horários e não é comprometida sendo neta do Lauro Pesente.

Eu amo essa foto! Ele sempre ri, mas adoro essa careta!

Tenho milhares de lembranças de demonstrações de carinho do meu avô. Sempre me lembro dele abraçando, beijando, fazendo carinho. Sempre de mãos dadas com a minha avó, sempre cuidando dela. Sempre cuidando das pessoas, acarinhando com as coisas que gostamos, com a atenção aos detalhes. Acho que por isso que eu sou assim mimada com algumas coisas, acostumei a ser bem tratada em casa, acostumei a ter minha fruta comprada com carinho, e acostumei a ver casais carinhosos.

Hoje quando dizem que o amor que damos ao meu avô é o que o faz evoluir eu fico pensando que por mais que façamos isso de verdade também é o mínimo que esse homem merece. O mínimo que a minha avó merece é ver o seu marido há mais de 56 anos sendo bem tratado, bem cuidado e mimado mesmo pela família que eles construíram. O mínimo é eles verem que a gente aprendeu o que importa, que a gente entendeu essa lição que parece tão óbvia mas que não é.

Pra finalizar, eu não poderia deixar de copiar parte  do que a minha mãe escreveu no facebook e eu achei lindo, concordo totalmente e não conseguiria escrever melhor: Vô, que você continue sendo abençoado todos os dias pra eu ter a felicidade de continuar sentindo seu amor.

domingo, 18 de maio de 2014

Meu caderninho….

As vezes eu fico pensando por que eu tenho esse blog… Me pergunto qual seria a real intenção de largar o caderninho e a caneta e fazer minhas anotações, meus pensamentos, minhas dores de forma mais estruturada… E a real intenção é mesmo deixar guardado em algum lugar que não pegue poeira todas as minhas anotações.

Tenho muitos cadernos de coisinhas anotadas. Pensamentos. Dúvidas… Aquelas listas de início de ano. Diários alimentares - por que meu Deus, por que eu sou assim tão neurótica? Tenho cadernos inteiros com meu café da manhã, almoço e jantar anotados. Em alguns deles tem também quais foram os exercícios físicos do dia. Doida, eu sei! E minha terapeuta também sabe!

Gosto muito quando tenho algum comentário ou quando alguém curte meus posts. Sei lá o motivo. Talvez porque eu goste um pouco de aplausos, mesmo ficando tímida de vez em quando, e mesmo detestando parabéns. No fundo, pensando agora eu acho que quando alguém gosta do que publico é porque encontro alguém como eu. É como se eu fosse aprovada, e como se eu não tivesse sozinha, porque muitas vezes os nossos sentimentos são tão solitários…

Já pensei em organizar isso tudo. Pensei em colocar uma meta de posts por semana, por tema, mas pra que ter mais uma planilha pra correr atrás? Me joguei nesse blog pra organizar meus cadernos físicos. Pra deixar guardadas
lembranças de viagens. Pra "vomitar" o que eu penso. Pra tirar de dentro de mim o que as vezes me sufoca. Pra dividir o que não cabe mais em mim, bom ou ruim...

Nova York foi assim… Dia a dia pra não esquecer

Chegamos! Sim, puta frio! As malas demoraram sim!

Saímos e pegamos o nosso Super Shuttle que nos levaria até o nosso hotel. O motorista falava um inglês com um sotaque bizarro, e ele dirigia de forma muito louca. Esse serviço é legal pra quem está chegando e não tem compromisso. A parte ruim é que tivemos que ficar passeando até chegar no nosso hotel, e isso não é uma coisa ruim necessariamente.

Chegando no hotel ficamos felizes porque é bem bonitinho, gente descolada, ambiente legal. A coisa ruim que achamos foi o tamanho do quarto. Bem pequeno, mas recomendamos o Hudson Hotel. A localização é ótima, e tem bar e restaurante lá mesmo, e foi nesse restaurante que comemos o nosso primeiro hamburguer com fritas de NYC.

Dia 1 - Saímos mega agasalhados. Puta frio. Calça térmica, meia de lã, vestido de lã, casaco, luva, tudo! Entramos no Starbucks pra tomar um café e na seqüência pegamos o metrô sentido Times Square. Saindo do metrô aquele frio, o Renato sem gorro estava congelando e já estávamos procurando uma loja quando uma loira vem se aproximando. Quem era? Alexandra! Lá de Santo Anastácio! Qual a chance de encontrar uma pessoa de Anastácio em NY, pois é aconteceu. Nem sei quanto tempo fazia que não nos víamos e fiquei batendo papo enquanto as orelhas do Renato congelavam.

Bryant Park
Gorro comprado nos dirigimos ao Bryant Park e percorremos os locais em volta como a Biblioteca Nacional, a Grand Central Station, e fomos até um banco onde o Renato foi atrás do tax free refund (que por um acaso ele não conseguiu). Almoçamos no Cipriano and Dolci na Grand Central, bem gostoso o restaurante. Depois disso fomos ao Rockefeller Center onde ficamos até o por do Sol. Fotos lindíssimas depois voltamos pro hotel onde resolvemos jantar de novo porque a temperatura já estava incomodando nossas gargantas.

Top of the Rock
Dia 2 - Soho. Tomamos café por lá e demos de cara, ou melhor de voz com o Arnaldo Antunes. Aquele vozeirão que a gente reconhece de longe. Fomos a várias lojinhas, e ficamos loucos com a Sur la table, onde não compramos nada e onde começou o meu siricutico pra saber quando iríamos ao outlet. Tudo que eu queria comprar eu pensava "compro isso no outlet", mas não é bem assim. Também ficamos um tempo na loja da Converse onde não achei o All Star de couro que queria, e não acharia pela viagem toda. Coisas da vida. Lojinhas pra lá e pra cá, e almoço no Balthazar. Muito bom. Vale a pena. Tomamos um vinho delícia, rosé, hummm. No final do dia conheci a loja Desigual, espanhola que, iniciei as compras. Final do dia TKTS, mas não sabíamos que desconto era só no dia de ver a peça… Então jantamos por lá e casinha (hotel no caso).

Soho
Dia 3 - Frio. Pra fugir do frio o que fazer? Museu. Nos perdemos no metrô de forma absurda! Fomos parar na rua 116… Sei lá, no dia não entendemos o que tinha acontecido, mas pegamos a linha expressa, e aquela bagaça daquele trem não parava NUN-CA! Enfim, perdemos um belo tempo… Fomos ao MoMa que fica perto da Times Square e depois já compramos os ingressos para assistir Matilda. Enquanto esperávamos a peça começar ficamos fazendo aqueles programas chatos que tem na Times Square. Sério que eu acho chato a loja da Hersheys, M&M, Loja da Disney… Bem besta… A boa coisa foi que passei na MAC e além de comprar as maquiagens eu ganhei a maquiagem da vendedora. Adoro! A peça foi Matilda, muito fofa! As crianças muito fofinhas e a Matilda uma tchuca! Depois disso fomos conhecer o famosérrimo cheesecake do Junior's. O melhor da vida e ponto final!

Dia 4 - Outlet. Pedimos ao concierge do hotel um motorista pra nos levar até o conhecido woodburry. Fomos numa van com mais pessoas e passamos o dia comprando. Tipo assim, o lugar é gigante, tem muita loja e a gente sempre acha que vai dar tempo, como se houvesse tempo suficiente… O fato é que nós brasileiros somos praticamente violentados com os preços desse país e aí, chegamos num lugar desses e não há tempo suficiente… Nunca. Eu que sou "simprona" me esbaldei mesmo é na GAP - veja que falta de foco na moda… Mas de fato eu não preciso de marcas e acho muito brega ficar mostrando as compras… Blah…
Final do dia se percebe que ainda não deu tempo de almoçar, isso porque já foi possível perceber que não dá pra ir a todas as lojas. Desencanei… O Re teve mais foco que eu. Fiquei na praça de alimentação com as sacolas.

Chegando no hotel whatsapp do Renatinho, colega de trabalho que está em NY fazendo um curso. O menino é o mais gente boa do Brasil e combinamos de ir jantar (Spice Market). Nos perdemos no metrô… De novo! Na verdade perdemos a estação e fomos parar no Brooklyn! Obrigada! O tempo passando, sem 3G, não podia avisar o Renatinho… Enfim chegamos. A noite foi muito engraçada! Com a gente tinha um turco e uma sueca e ficamos conversando todos até bem tarde da noite. Voltamos de metrô - as maravilhas de NY - e aprendemos, definitivamente, como usar as linhas! Obrigada Renatinho!

Dia 5 - O quinto dia começou com lembranças do 4o dia. O Renato acordou passando mal, se sentindo como se estivesse engasgado. Até hoje não sabemos ao certo o que aconteceu, mas acreditamos que tenha sido o menu degustação super apimentado do Spice Market. De qualquer forma acordamos e tomamos um mega café da manhã em porções americanas gigantes do lado do hotel. Bagel, Waffle, Nutela, Jesus… Muito exagero. De lá fomos direto ao Highline, onde andamos por tudo e finalizamos o passeio no Chelsea Market que é lindo e estava lotado, ainda mais porque era um final de semana de sol. Jantamos num restaurante em Tribeca, dica da Tati que se chama Locanda Verde.
Highline

Dia 6 - Gabriela que é Gabriela e que ficou 18 anos sem ir a Nova York precisa ir ao Central Park. Aquela ideia de "vamos dar uma corridinha"desapareceu com a temperatura super baixa. Lá fomos nós todos cheios de casacos. Adorei. Adorei simplesmente, porque sim, porque eu adoro plantas, porque eu adoro quando estou num lugar que só costumo ver na televisão, porque eu adoro ver gente praticando esporte, e porque sim. De lá fomos comprar nosso ingresso pra assistir Cinderela na matinê. "Cinderela é a do sapatinho de cristal, né Rê?", eu perguntei. Ah, não fui uma menina muito disney, nem muito princesa, dá pra notar pela minha delicadeza habitual? kkkkk. Bem, almoçamos no Carmine's.

Homenagem J. Lennon
Central Park
Carmines é um restaurante bem família, com porções bem gigantes, com preços bem acessíveis, e com história pra contar. Quando fui com meus pais e irmãos íamos quase toda noite jantar lá, acho que porque os preços eram bacanas, e eu queria porque queria ir lá, mesmo sabendo que a porção seria gigante, e que eu comeria demais, etc e tal. E lá chegamos e lá comemos uma porção de macarrão "mixed sea food" que tranquilamente serviria 6 pessoas. E eu comi tranquilamente o que duas Gabrielas esfomeadas comeriam. Acho que sou meio doida com esse lance de comida, olhava aquela lagosta e não conseguia admitir a ideia de tudo aquilo ir pro lixo, e bem, assim comi, comi, comi… E mesmo assim sobrou pra caramba! Portanto quase dormi na peça, só acordei mesmo quando a fada madrinha que fazia as coisas se transformarem apareceu e deu uma agitada naquele escurinho.
Pasta mixed sea food

Esse dia 6 não acaba nunca… E a "comelança" também não! Lá fomos nós num super recomendado restaurante thailandês no Soho que se chama Kittichai. Li num blog que nesse restaurante a Carrie foi pedida em casamento pelo Big no Sex and the City… Além desse detalhe o restaurante estava bem recomendado em guias, e é claro que fomos de novo de menu degustação. Nesse dia eu achei mesmo que eu fosse morrer pelo estômago. Não posso nem dizer que não sei porque eu faço isso, porque na verdade eu sei, a comida é um escândalo de boa. E eu gosto mesmo de comer. E uma prato melhor que o outro… E aí cara, a gente vai comendo e vai comendo… E na boa, eu comeria tudo de novo agora. Muito bom!

Dia 7 - Dia de ir pro Guggenheim e não bater muita perna pra não cansar porque a noite fomos ao Madison Square Garden assistir ao jogo de basquete do New York Knicks. Tipo que eu adorei, fiquei mais empolgada do que com a broadway - eu digo que não sou uma pessoa princesa - e inclusive fiquei emocionada com o início do jogo. Saudades do meu pai… Basquete tem a cara do meu pai. Alias esse jogo foi o único evento que compramos no Brasil porque eu queria mesmo ir! O Rê que também adora esportes curtiu muito, né?!

Knicks - MSG
Dia 8 - Pro sul da ilha fomos a Wall Street, passamos bem pertinho do novo WTC mas não fomos em memorial ou coisas assim. De lá ficamos passeando no Hudson River Park que nada mais é do que um parque margeando o rio. Muito gostoso. Os prédios ali por perto são lindinhos e é super legal ver a estátua da liberdade. Não, não fomos à estátua… De lá pegamos o metrô porque queríamos andar pela Bleecker Street passeando pelo West Village. Lá que tem as famosas lojas de todos os tipos do Marc Jacobs, inclusive fui enganada porque não achei nada barato lá. Também tem a Magnolia Bakery, aquela dos cupcakes do Sex and the City… Sim é bem gostoso, e demos muita sorte porque não tinha fila nenhuma. Na real eu nem procurei a loja, simplesmente a encontrei e comi meu cupcake numa pracinha. Voltamos ao Chelsea Market para almoçar num restaurante italiano delicioso que esqueci o nome agora, mas tem no outro post de dicas. No final do dia fomos a Bad Bath and Beyond. Pelo amor de Deus… Aquele lugar é um absurdo. De tudo, barato, e… Bem… Tivemos que voltar da loja de táxi porque simplesmente era impossível carregar todas aquelas sacolas. Bem coisa de brasileiro que fica louco com coisas baratas. Compramos coisas tipo cabide, potinho de tempero, tábua de cozinha, kkkkk. Coisa de gente louca. A noite encontramos o Renatinho e a Van e fomos em um outro tradicional dos USA o Shake Shack e de sobremesa cheesecake do Juniors. Excelente!

Novo WTC
Dia 9 - último dia. Aquele dia que dá uma dóóóóóó de ir embora. Fomos ao Metropolitan que é lindo, gigante e cansativo pra caramba. Almoçamos no E.A.T, único dia que comi algo saudável, alias. De noite encontramos um casal de amigos do Rê que mora lá, Kely e Pedro. Por uma feliz coincidência minha amiga Bel e o marido estavam em NY e com reserva no mesmo restaurante em que estávamos (Lavo). Última noite com amigos.

E foi assim… Malas prontas… Despertador a postos…. Frio no dia 10. Taxi pro aeroporto. Malas e mais malas, brasileiro e mais brasileiros, crianças discutindo e meu último Vanilla Machiato na Big Apple.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Quando descer a serra simplifica tudo

E quando é sexta feira Santa faz mais sentido ainda estar em família, e fica muito mais fácil quando o trânsito está cordial, quando é possível chegar na Leôncio em pouco mais de uma hora. Muito fácil chegar no mar e ficar mais feliz, mas nesse caso eu chego mesmo num sobradinho ali depois da linha do trem, é longe da praia sim… Mas é ali que está o casal mais fofo que conheço. É ali que fico num mix de ansiedade e alegria pra saber se vou ou não agradar quando entro em casa. Pode ser que meu avô Lauro não me dê bola… Ou pode ser que ele fique felicíssimo e me dê muitos beijos, num dos poucos momentos em que ele é ele, depois do avc do ano passado. Junto com ele, e sempre com ele há quase 57 anos minha avó, que sempre fica feliz. Que já começa a oferecer todos os itens comestíveis da casa no momento em que a gente põe o pé pra dentro.

É páscoa, é sexta feira Santa, e faz todo o sentido estar em família. Nesse dia a família estava ampliada. A tchurma do interior foi fazer uma visita. Zé, Ivana, Douglas, Marcelinha, Duda, Junior e Regina. Meu avô ficou nitidamente feliz. Minha avó também. Quem não gosta de ser querido, de se sentir querido?! Tia Clara também estava lá, e há quanto tempo não conversava bastante com ela? Nem consigo lembrar… e como é gostoso poder ficar ouvindo aquelas histórias, e ver aquela carinha fofa da minha tia querida.

E o tio Wilson e a tia Christina? Meus padrinhos de casamento (não nunca casei) de coração. Outro casal super fofo, e "filhos" dos meus avós. Filhos mesmo! De uma paixonite pelos meus avós e dos meus avós. Estão sempre por perto dando o suporte emocional tão necessário.

Tia Rô e tio Luiz não estavam lá, mas usamos a casa deles, tudo arrumadinho pelos primos pra ficarmos por lá, bem mimados. No sobradinho depois da linha do trem já não acomoda mais tanta gente, mas é o lugar em que a gente quer ficar. O café da manhã é lá, o almoço também. E as visitas. E os incentivos pro meu avô ficar feliz. E a gente implorando pra minha avó parar de fazer tanta coisa. E a minha avó querendo fazer um café, e colocar a mesa pra mais um lanche… Mas saímos pra tomar um chopp no gonzaga. Andar naquelas calçadas me lembra minha infância/adolescência. Ver a C&A, o MC, o carrinho de churros e o já não tão gostoso Itanhaem. Aquilo sou eu. E junto com a família toda, uma caipirinha e uma lula frita batemos papo, até a hora de voltar pra casa.

E aí o dia nasce com sol, e lá vamos a praia. E chegando por lá quadras de volei, e os "tiozões" bronzeados pelo sol jogando, e os guarda sóis armados com duas ou três cadeiras esperando a gente se acomodar. E o mar, e uma conversa, e tudo parece tão simples. Parece que toda a felicidade do mundo se resume a ir pra Santos, dar um beijo nos meus avós e pegar um solzinho no canal 3.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

As minhas tatuagens

Pensei tanto em fazer um "L" em algum lugar do meu corpo. Isso começou no ano passado quando quase perdemos meu avô Lauro. Eu sentia um desespero enorme no meu coração, uma coisa inexplicável, uma necessidade de ter ele por perto. L de Lauro, L de love, que é exatamente o que eu sinto por aquele senhorzinho de cabecinha branca e olhar maroto (até hoje). Amor, muito pertinente pra ser tatuado e ficar pra todo sempre comigo. Cheguei a pensar onde tatuaria meu avô e meu amor por ele e por tantas outras pessoas…

Pensei no punho, pensei na nuca, pensei na costela… E enquanto pensava em tudo isso o meu avô não saia da minha cabeça, como não sai até hoje, e ai o obvio surgiu: eu não precisava tatuar L, Lauro, Love, porque eu já tenho Lauro tatuado em mim! Simples assim. Eu sou neta do Lauro e da Faustina, do Sebastião e da Dora. Eu sou um pouco de cada um deles. Tento ser 10% de carinho do que meu avô sempre foi na minha vida, e na boa, acho que não consigo alcançar… Sou "doninha" de casa que nem a Faustina, gosto de receitas e chás que nem a Dora, e adoro rir e ter a fartura do Sebastian - outro que eu queria ter 10% do bom humor e também acho que não dou conta.Tenho meu pai tatuado em mim. Na cara, na cor da pele, no gênio….

Já pensei em fazer tatuagem junto com os irmãos - faria se eles quisessem. Já pensei em fazer tatuagem com amiga que hoje não é mais amiga - não faria hoje em dia… Até tenho a minha de verdade, feita em Manaus no meu último dia em que morei lá, e desde desse dia sempre pensei em qual seria minha segunda tatuagem… To pensando até hoje...

Tenho tantas tatuagens que nem consigo contar. Sou uma mistura de tanta gente que não dá pra decifrar… E pensando por esse lado acho até engraçadinho pensar que achei que fazer uma tatuagem fosse algo pra sempre… Já é pra sempre aqui dentro, sempre foi e sempre será!

Foto do google

sábado, 29 de março de 2014

É muito amor, da boca pra fora...

Na minha opinião, tudo aqui nesse blog é na minha opinião… Voltando, acho que algumas palavras deveriam ter um contador, ou limite diário… Amor é uma palavra tão forte porque tem um significado tão forte e escuto as pessoas falando "é muito amor" pra cá, "é muito amor" pra lá…

É muito amor o cacete! Eu acho que isso é muita vontade de chamar atenção. Acho um saco, e uma falta de noção a banalização do amor. São fotos no estilo selfie com a maquiagem que é "muito amor", a roupa de ginástica que é "muito amor" e a comida da dieta que é "muito amor". É coraçãozinho feito com as mãos... É tudo tão cheio de amor que não entendo o motivo do mundo estar tão violento, tão nervoso, tão difícil… Cadê o amor? Cadê?

Será que é em uma procura desesperada pelo amor que as pessoas começam a achar que tem realmente muito amor nessas coisas que citei acima? Nas frases soltas do facebook… Cadê o amor, sério? O amor sai da boca das pessoas e fica longe, muito longe das atitudes…

Pra mim o amor deveria ser visto e ser sentido e não lido e ouvido… São poucas, muito poucas as pessoas que escutam o meu amor… Tem coisas que não precisam ser ditas…. Mais amor (de verdade), por favor!

domingo, 23 de março de 2014

Nova York foi assim… As dicas!

Pro pessoal que como eu quer dicas de gente conhecida….

Hotel - ficamos no Hudson Hotel. Ele fica na rua 58 bem perto de uma estação de metrô, a Columbus Circle. Eu achei ótimo o fato de não ser no burburinho da Times Square, até porque NYC é muito mais que Times Square. Quem ficar lá saiba que tem bar e restaurante bem badaladinho. O clima é descontraído, meio fancy…O quarto é bem pequeno, bem pequeno mesmo. Eu ficaria lá de novo mas não no quarto standard. Na rua do hotel tem Starbucks, mercadinho/farmácia, e café da manhã americano.

O que tem que ver e vimos
Grand Central Station: uma estação grandona de metrô, trem, ônibus. Achei linda! Almoçamos no Cipriani e Dolci.
Bryant Park: pertinho da Times Square e bem fofinha e tem aquela cara de "oh, estou em Nova York".
Biblioteca Pública: onde a Carrie ia se casar com o Big no Sex and the city. Linda.
Rockefeller Center: a vista no por do sol é sensacional e dá pra ver o Empire State.
Sugiro irem ao Highline e Chelsea Market no mesmo dia. No meio do highline tem uma saída pro mercado. Tem um monte de lugares pra comer, se estiverem com fome melhor ainda. No fim de semana lota! Almoçamos no Giovani Rana, um italiano bem gostoso!!
Central Park - tem uma estação de metrô bem na altura do "imagine", e do edifício Dakota (do John Lennon). Se forem no Museu de Historia Natural da pra fazer as duas coisas na mesma ida.
No sul fizemos Wall Street, Hudson River Park, WTC
e depois Bleecker Street (West Village). Do Hudson River Park dá pra ver a estátua (que não fomos) e vai margeando o rio.
Metropolitan é gigante, se quiserem ver tudo reservem bastante tempo. O preço é sugerido, paga quanto quiser. Além desse fomos no Guggenheim e Moma.
Jogo basquete do Knicks - no Madison Square Garden, eu adorei! Acho que vale muito a pena. Ingressos no ticket master.

Bryant Park

Junior's 
Carmines

Restaurantes
Cipriani e Dolci - na Grand Central Station;
Balthazar - no Soho. É muito gostoso e muito recomendado por muitas pessoas. O ideal é reservar;
Juniors - melhor cheesecake da minha vida. Vale todas as calorias e o pedaço é grande.Tem um na Grand Central e outro na 44 perto da Broadway;
Spice Market - no Chelsea. Comida bem apimentada como diz o nome. Badaladinho e acho bom reservar também, ou então fiquem tomando um drink por lá;
Giovani Rana - no Chelsea Market. Italiano bem gostoso.
Locanda Verde - Tribeca. Descolado e com espera.
Kittichai - um tailandês MA-RA-VI-LHO-SO no Soho. Foi o meu preferido. Um menu degustação deve ser suficiente para duas pessoas porque um para cada é muita muita muita comida. Dizem que foi nesse restaurante que a Carrie foi pedida em casamento pelo Big no Sex and the city.
Shake Shack - um fast food de hambuguer q é conhecidinho em NYC. Bom. Não é sensacional, mas também não é o MC, né?!
Lavo - da turma dos descolados.
Carmines - tem duas unidades uma delas na 44 perto da Broadway. Recomendo se for em 4 pessoas ou mais. As porções são gigantes (sério!) e o preço é muito camarada.
E.A.T - pertinho do Metropolitan, foi o único lugar que comi uma saladinha, rs rs.

Restaurante descolado é aquele com espera, e que a mulherada tira o casaco tipo nos seriados, sabe?!

Peças
Fomos a Matilda e Cinderella.
O ideal é comprar ingressos no TKTS que tem dois endereços, porque comprando lá no dia da peça é possível comprar com desconto. Existem também as matinês que são mais baratas ainda e acontecem em alguns dias apenas.

Diquinhas
Procurem sempre pra ver se tem um wifi de graça. Algumas estações de metrô tem, e lojas e restaurantes também.
Uma amiga minha disse q as lojas do soho sao mais baratas que as dos outros bairros.
GNC - a loja de suplementos tem um cartão fidelidade que dá desconto em todos os produtos, até água. Não custa fazer, e também nao demora nada! Na Nike town tudo é mais caro... Melhor comprar nas lojas grandes de esportes.
O Guia "Minha Nova York" da Didi Wagner é muito legal!
O blog http://www.iamleaving2day.com tem uma parte só de NY, peguei muitas dicas lá.

Compras 
Hudson River Park
Se quiserem comprar que nem gente grande acho que vale ir ao outlet. Pedimos pro concierge que reservou uma van pra gente, custou 54 por pessoa e recebemos uma apostilinha de cupom de descontos. Tem muita loja e bastante desconto. 
Não tenho muitas dicas, acho que na internet dá pra saber tudo. Só que é bom saber que em algumas lojas tem desconto pra não americano, por exemplo, a Macy's.
Aplicativos úteis
A gente não prestou muita atenção nisso, só baixamos do TKTS que mostra quais peças estão disponíveis em cada ponto de vendas. Mas ouvimos dizer que tem vários, é bom dar uma pesquisada na internet. Dúvidas específicas é só deixar um comentário…;-)
Top of the rock

sábado, 22 de março de 2014

Nova York foi assim…. Pré viagem

A pessoinha ficou 18 anos sem ir a Nova York - juro que nessa hora eu peguei a calculadora porque achei muito estranho já ter passado todo esse tempo - e obviamente fiquei muito feliz, fiquei muito empolgada, fiquei muito tudo lá… O Re também ficou muito tudo, e também fazia muito tempo que não ia… Então a pessoinha muito empolgada quer deixar registrado não só na memória tudo que acontece por lá… Esse post provavelmente será muito chato pra qualquer pessoa que não seja eu, o Renato e talvez nossas mães, essas criaturas que se interessam por absolutamente tudo das nossas vidas.

[Quem caiu nesse post e não tá afim de ler tudo devo postar outra coisa de NYC por aqui, então é só procurar no "viagens"].

Well, então vamos lá…

Essa viagem foi programada mentalmente um milhão de vezes… Acho que desde que sai de NYC há 18 anos eu planejava a volta… Mas tudo começou em outubro de 2013 quando num sábado de manhã resolvemos entrar no site da TAM e encontramos opções de passagens por 35 mil pontos o trecho. IUPI! Não era a data ideal porque sabíamos que faria frio, mas era na sequência do carnaval, o que daria aquela aumentadinha nas férias. Sim, foram férias. Não foi só passar o carnavel em NY, isso seria muito fancy… Demos uma olhada na temperatura média de Nova York em março, era de 12 graus que na minha opinião é frio pra cacete, mas entre passar um friozinho e pagar 35 mil milhas ou ter que pagar 115 mil milhas em outro período… Bem, sabe como é né… Um friozinho pode até cair bem, kkkk!

Cinco meses entre a compra da passagem e a viagem, então tivemos muito tempo pra ver em qual hotel ficaríamos e já sabíamos que seria a parte mais cara da viagem. Os hotéis são caros e ponto final, e queríamos ficar em Mannhatan e ficamos obvio. Bem resolvemos fechar o hotel pela TAM Viagens porque daria pra dividir o valor e porque dá uma segurança ter um empresa por trás de uma negociação (meio jacú isso, mas eu sou assim).  Com algumas idas e vindas nas opções uma delas foi a do Hudson Hotel, que por sinal eu já tinha ouvido (lido) no blog de uma pessoa que morou em NY que é o I am leaving 2day. Eu confiei plenamente e fechamos o hotel como se eu simplesmente conhecesse a autora e tivesse certeza que o gosto dela é igual ao meu.

o guia da Didi
Hotel fechado, e algumas prestações ainda pendentes, começamos a pensar no roteiro, que não foi super bem estruturado não… Peguei muitas dicas no blog que mencionei e principalmente Nesse post aqui . Pegamos (quando eu falo no plural é porque o Re estava envolvido, e quando eu falo no singular era só eu mesma, não é que to ficando louca e esqueci toda e qualquer regra gramatical), bem pegamos um mapa antigo  que o Re guardou da viagem dele com as ruas de NYC. Dividimos a ilha de acordo com o guia da Didi Wagner - Minha Nova York. Super recomendo esse guia aliás! Sempre fui fã dos guias da Folha, mas estava esgotado, aí comprei esse que é bem mais barato e adorei as dicas. Sempre fui fã da Didi e sempre adorei o programa que ela apresenta no Multishow "Lugar Incomum". Voltando, dividimos o mapa, sinalizamos alguns pontos principais como o hotel, restaurantes que eu queria ir, coisas assim, e decidimos lá, na hora, e baseado na previsão do tempo que parte do mapa faríamos a cada dia. Eu não gosto de ficar muito presa a um roteiro porque já basta a vida cheia de horários e regras, ter que transformar as férias numa planilha é bem chato, mas admito que perdemos tempo indo e vindo mais de uma vez em alguns lugares por falta de planejamento… Acontece. Outra coisa que seguimos foram as dicas dos amigos, quando pertinente é claro…

Outra coisa que eu fiz antes da viagem e que certeza absoluta que muita gente faz é a lista de compras. Aqui eu paro um minuto e penso quão besta é essa situação… Eu nunca quis que essa viagem virasse uma viagem de compras, até porque eu acho besta uma viagem de compras, entendo, mas acho que é chato… Poxa NY com tanta coisa legal e vai ficar se enfiando em loja. Sim, vai ficar se enfiando em loja também. Eu até achava que não ia precisar ir ao outlet, ahammmm… kkkk.

Nosso mapinha rabiscado
A verdade é que eu ja estava pensando "compro isso nos USA" quando via qualquer coisa, desde que fechamos a passagem por milhas, hahahaha. Foram 5 meses pensando que eu compraria lá… Verdade também é que eu achava mesmo que eu trocaria a minha vida inteira, de roupas de ginástica a utensílios de cozinha, mas isso não aconteceu. Na real fazer compra cansa, sério. E tem que enfiar na mala, e tem que ficar pensando na alfândega e o pior de tudo: tem que carregar tudo de volta pro hotel em uma cidade que se faz tudo de metrô. Não comprei tudo obviamente… Eu sou a rainha da besteira, um monte de bobagens tipo um espremedor de limão… Juro!

Já ia esquecendo, mas é claro que sempre tem a lista de compras da família, né?! Acho que trouxe tudo que eu achei, melhor, tudo que pulou na minha cara, não fiquei perdendo tempo procurando o aparelho que enrola o cabelo que a Rafa pediu… Mas em compensação o óculos do Fê foi exaustivamente pesquisado e barganhado.

De adiantado só compramos mesmo o ingresso pro jogo do Knicks - altamente recomendado, e altamente emocional pra mim - e o traslado do aeroporto pro hotel (Super Shuttle). Ingressos pra broadway tem desconto se for assistir a peça no dia nas pontos de venda TKTS. Reservas em restaurante também fizemos em poucos, mas no próprio dia deu certo.


Dia da viagem chegando e um dos invernos mais frios em Nova York, obrigada! Obrigada! Temperaturas negativas, obrigada! Mentira, eu estava cada vez mais nervosa com isso e achei que não ia gostar. Peguei emprestado casaco corta vento, roupa térmica, luvas com pele, touca cachec
ol, enfim, um monte de coisas que eu não uso no Brasil e sim usei em NYC.

Doze graus negativos foi o pior que vi antes de viajar. Neve não ia ter, chuva não ia ter… Beijo na família - porque gente que não viaja toda hora tem esse lance, né?! Tem que se despedir, tem que voltar de viagem e contar tudo pra todo mundo, tem que pegar o wifi da apple e postar as fotos no instagram,
tem que levar a listinha de compras dos irmãos, e tem que postar tudo no blog… Ah quer saber, no fundo eu acho que a preparação dessa viagem e a viagem em si foi mais legal pra mim do que pra quem vai pra lá toda hora… Né não?!