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sexta-feira, 23 de maio de 2014

"pra eu ter a felicidade de continuar sentindo o seu amor"

No dia das mães com os netos
Nunca gostei desse negócio de "aprender a dar valor". Sempre achei que é possível dar valor sem ter que perder, sem ter que passar por experiências traumáticas, sem muito sofrimento. Continuo achando isso, mas admito que hoje dou mais e mais valor pra família que eu tenho o prazer de fazer parte.

Ontem foi aniversário do meu avô Lauro, e eu estava realmente emotiva pra escrever qualquer coisa. Muitas mensagens de aniversário pra ele em um grupo da família Ozores que temos no whatsapp me deixaram com aquele nó na garganta, e obviamente quando eu liguei pra falar com ele continuei engasgada.

Depois de um ano com o meu avô pós AVC é praticamente impossível dizer que as coisas estão iguais. Não estão e provavelmente não ficarão. A evolução do meu avô é homeopática, mas é evolução. O carinho que ele demonstra pela gente tem doses cavalares, e assim ele é retribuído. Na verdade eu acho que o amor que damos pra ele é normal, mas com os comentários das pessoas parece mesmo que fazemos mais que a média. Mas no fundo é maior que a média porque meu avô é acima da média. A família é acima da média.

Aprendi com a experiência traumática - e pra mim meu avô de quase 80 anos sofrer um AVC, ficar muito mal e quase morrer é uma experiência traumática, apesar de muita gente considerar isso "natural" com um avô, com essa idade. Voltando, aprendi com essa experiência traumática que a minha família é realmente a coisa mais importante da minha vida. Pode parecer clichê, e provavelmente quem ler isso vai achar que a sua família também é a mais importante… Talvez quem conheça a minha família concorde comigo… Quem conhece meus avós também concordará, mesmo que em partes.

Minha família sempre foi muito unida. Sempre foi uma mistura entre a família do meu pai e da minha mãe, sempre foi uma confusão. Quando meu pai morreu meus avós praticamente se mudaram pra casa da gente pra dar o apoio que podiam dar, que foi gigante. Meus avós que sempre fizeram tudo pelas filhas e pelos netos continuavam a fazer o impossível pra que aquele buraco ficasse um pouco menor. De apoio emocional a financeiro eles fizeram tudo.
E tudo quer dizer tudo. Meu avô que se tornou avô jovem e brincava com os netos de cavalinho se tornou um senhor, mas continuava o exemplo. Quando eu passei na faculdade ele fez questão de me ensinar o caminho que eu teria que fazer de ônibus. Foi comigo no horário da aula, afinal eu precisaria me programar pra chegar a tempo, sem atrasos. Meu avô foi firme ao não me ensinar a dirigir pra que eu aprendesse na auto escola sem vícios, e nunca titubeou ao me deixar dirigir seus carros (sempre um xodó). Vira e mexe faço coisas que aprendi com ele, e seria impossível ser uma pessoa que não cumpre horários e não é comprometida sendo neta do Lauro Pesente.

Eu amo essa foto! Ele sempre ri, mas adoro essa careta!

Tenho milhares de lembranças de demonstrações de carinho do meu avô. Sempre me lembro dele abraçando, beijando, fazendo carinho. Sempre de mãos dadas com a minha avó, sempre cuidando dela. Sempre cuidando das pessoas, acarinhando com as coisas que gostamos, com a atenção aos detalhes. Acho que por isso que eu sou assim mimada com algumas coisas, acostumei a ser bem tratada em casa, acostumei a ter minha fruta comprada com carinho, e acostumei a ver casais carinhosos.

Hoje quando dizem que o amor que damos ao meu avô é o que o faz evoluir eu fico pensando que por mais que façamos isso de verdade também é o mínimo que esse homem merece. O mínimo que a minha avó merece é ver o seu marido há mais de 56 anos sendo bem tratado, bem cuidado e mimado mesmo pela família que eles construíram. O mínimo é eles verem que a gente aprendeu o que importa, que a gente entendeu essa lição que parece tão óbvia mas que não é.

Pra finalizar, eu não poderia deixar de copiar parte  do que a minha mãe escreveu no facebook e eu achei lindo, concordo totalmente e não conseguiria escrever melhor: Vô, que você continue sendo abençoado todos os dias pra eu ter a felicidade de continuar sentindo seu amor.

domingo, 18 de maio de 2014

Meu caderninho….

As vezes eu fico pensando por que eu tenho esse blog… Me pergunto qual seria a real intenção de largar o caderninho e a caneta e fazer minhas anotações, meus pensamentos, minhas dores de forma mais estruturada… E a real intenção é mesmo deixar guardado em algum lugar que não pegue poeira todas as minhas anotações.

Tenho muitos cadernos de coisinhas anotadas. Pensamentos. Dúvidas… Aquelas listas de início de ano. Diários alimentares - por que meu Deus, por que eu sou assim tão neurótica? Tenho cadernos inteiros com meu café da manhã, almoço e jantar anotados. Em alguns deles tem também quais foram os exercícios físicos do dia. Doida, eu sei! E minha terapeuta também sabe!

Gosto muito quando tenho algum comentário ou quando alguém curte meus posts. Sei lá o motivo. Talvez porque eu goste um pouco de aplausos, mesmo ficando tímida de vez em quando, e mesmo detestando parabéns. No fundo, pensando agora eu acho que quando alguém gosta do que publico é porque encontro alguém como eu. É como se eu fosse aprovada, e como se eu não tivesse sozinha, porque muitas vezes os nossos sentimentos são tão solitários…

Já pensei em organizar isso tudo. Pensei em colocar uma meta de posts por semana, por tema, mas pra que ter mais uma planilha pra correr atrás? Me joguei nesse blog pra organizar meus cadernos físicos. Pra deixar guardadas
lembranças de viagens. Pra "vomitar" o que eu penso. Pra tirar de dentro de mim o que as vezes me sufoca. Pra dividir o que não cabe mais em mim, bom ou ruim...

Nova York foi assim… Dia a dia pra não esquecer

Chegamos! Sim, puta frio! As malas demoraram sim!

Saímos e pegamos o nosso Super Shuttle que nos levaria até o nosso hotel. O motorista falava um inglês com um sotaque bizarro, e ele dirigia de forma muito louca. Esse serviço é legal pra quem está chegando e não tem compromisso. A parte ruim é que tivemos que ficar passeando até chegar no nosso hotel, e isso não é uma coisa ruim necessariamente.

Chegando no hotel ficamos felizes porque é bem bonitinho, gente descolada, ambiente legal. A coisa ruim que achamos foi o tamanho do quarto. Bem pequeno, mas recomendamos o Hudson Hotel. A localização é ótima, e tem bar e restaurante lá mesmo, e foi nesse restaurante que comemos o nosso primeiro hamburguer com fritas de NYC.

Dia 1 - Saímos mega agasalhados. Puta frio. Calça térmica, meia de lã, vestido de lã, casaco, luva, tudo! Entramos no Starbucks pra tomar um café e na seqüência pegamos o metrô sentido Times Square. Saindo do metrô aquele frio, o Renato sem gorro estava congelando e já estávamos procurando uma loja quando uma loira vem se aproximando. Quem era? Alexandra! Lá de Santo Anastácio! Qual a chance de encontrar uma pessoa de Anastácio em NY, pois é aconteceu. Nem sei quanto tempo fazia que não nos víamos e fiquei batendo papo enquanto as orelhas do Renato congelavam.

Bryant Park
Gorro comprado nos dirigimos ao Bryant Park e percorremos os locais em volta como a Biblioteca Nacional, a Grand Central Station, e fomos até um banco onde o Renato foi atrás do tax free refund (que por um acaso ele não conseguiu). Almoçamos no Cipriano and Dolci na Grand Central, bem gostoso o restaurante. Depois disso fomos ao Rockefeller Center onde ficamos até o por do Sol. Fotos lindíssimas depois voltamos pro hotel onde resolvemos jantar de novo porque a temperatura já estava incomodando nossas gargantas.

Top of the Rock
Dia 2 - Soho. Tomamos café por lá e demos de cara, ou melhor de voz com o Arnaldo Antunes. Aquele vozeirão que a gente reconhece de longe. Fomos a várias lojinhas, e ficamos loucos com a Sur la table, onde não compramos nada e onde começou o meu siricutico pra saber quando iríamos ao outlet. Tudo que eu queria comprar eu pensava "compro isso no outlet", mas não é bem assim. Também ficamos um tempo na loja da Converse onde não achei o All Star de couro que queria, e não acharia pela viagem toda. Coisas da vida. Lojinhas pra lá e pra cá, e almoço no Balthazar. Muito bom. Vale a pena. Tomamos um vinho delícia, rosé, hummm. No final do dia conheci a loja Desigual, espanhola que, iniciei as compras. Final do dia TKTS, mas não sabíamos que desconto era só no dia de ver a peça… Então jantamos por lá e casinha (hotel no caso).

Soho
Dia 3 - Frio. Pra fugir do frio o que fazer? Museu. Nos perdemos no metrô de forma absurda! Fomos parar na rua 116… Sei lá, no dia não entendemos o que tinha acontecido, mas pegamos a linha expressa, e aquela bagaça daquele trem não parava NUN-CA! Enfim, perdemos um belo tempo… Fomos ao MoMa que fica perto da Times Square e depois já compramos os ingressos para assistir Matilda. Enquanto esperávamos a peça começar ficamos fazendo aqueles programas chatos que tem na Times Square. Sério que eu acho chato a loja da Hersheys, M&M, Loja da Disney… Bem besta… A boa coisa foi que passei na MAC e além de comprar as maquiagens eu ganhei a maquiagem da vendedora. Adoro! A peça foi Matilda, muito fofa! As crianças muito fofinhas e a Matilda uma tchuca! Depois disso fomos conhecer o famosérrimo cheesecake do Junior's. O melhor da vida e ponto final!

Dia 4 - Outlet. Pedimos ao concierge do hotel um motorista pra nos levar até o conhecido woodburry. Fomos numa van com mais pessoas e passamos o dia comprando. Tipo assim, o lugar é gigante, tem muita loja e a gente sempre acha que vai dar tempo, como se houvesse tempo suficiente… O fato é que nós brasileiros somos praticamente violentados com os preços desse país e aí, chegamos num lugar desses e não há tempo suficiente… Nunca. Eu que sou "simprona" me esbaldei mesmo é na GAP - veja que falta de foco na moda… Mas de fato eu não preciso de marcas e acho muito brega ficar mostrando as compras… Blah…
Final do dia se percebe que ainda não deu tempo de almoçar, isso porque já foi possível perceber que não dá pra ir a todas as lojas. Desencanei… O Re teve mais foco que eu. Fiquei na praça de alimentação com as sacolas.

Chegando no hotel whatsapp do Renatinho, colega de trabalho que está em NY fazendo um curso. O menino é o mais gente boa do Brasil e combinamos de ir jantar (Spice Market). Nos perdemos no metrô… De novo! Na verdade perdemos a estação e fomos parar no Brooklyn! Obrigada! O tempo passando, sem 3G, não podia avisar o Renatinho… Enfim chegamos. A noite foi muito engraçada! Com a gente tinha um turco e uma sueca e ficamos conversando todos até bem tarde da noite. Voltamos de metrô - as maravilhas de NY - e aprendemos, definitivamente, como usar as linhas! Obrigada Renatinho!

Dia 5 - O quinto dia começou com lembranças do 4o dia. O Renato acordou passando mal, se sentindo como se estivesse engasgado. Até hoje não sabemos ao certo o que aconteceu, mas acreditamos que tenha sido o menu degustação super apimentado do Spice Market. De qualquer forma acordamos e tomamos um mega café da manhã em porções americanas gigantes do lado do hotel. Bagel, Waffle, Nutela, Jesus… Muito exagero. De lá fomos direto ao Highline, onde andamos por tudo e finalizamos o passeio no Chelsea Market que é lindo e estava lotado, ainda mais porque era um final de semana de sol. Jantamos num restaurante em Tribeca, dica da Tati que se chama Locanda Verde.
Highline

Dia 6 - Gabriela que é Gabriela e que ficou 18 anos sem ir a Nova York precisa ir ao Central Park. Aquela ideia de "vamos dar uma corridinha"desapareceu com a temperatura super baixa. Lá fomos nós todos cheios de casacos. Adorei. Adorei simplesmente, porque sim, porque eu adoro plantas, porque eu adoro quando estou num lugar que só costumo ver na televisão, porque eu adoro ver gente praticando esporte, e porque sim. De lá fomos comprar nosso ingresso pra assistir Cinderela na matinê. "Cinderela é a do sapatinho de cristal, né Rê?", eu perguntei. Ah, não fui uma menina muito disney, nem muito princesa, dá pra notar pela minha delicadeza habitual? kkkkk. Bem, almoçamos no Carmine's.

Homenagem J. Lennon
Central Park
Carmines é um restaurante bem família, com porções bem gigantes, com preços bem acessíveis, e com história pra contar. Quando fui com meus pais e irmãos íamos quase toda noite jantar lá, acho que porque os preços eram bacanas, e eu queria porque queria ir lá, mesmo sabendo que a porção seria gigante, e que eu comeria demais, etc e tal. E lá chegamos e lá comemos uma porção de macarrão "mixed sea food" que tranquilamente serviria 6 pessoas. E eu comi tranquilamente o que duas Gabrielas esfomeadas comeriam. Acho que sou meio doida com esse lance de comida, olhava aquela lagosta e não conseguia admitir a ideia de tudo aquilo ir pro lixo, e bem, assim comi, comi, comi… E mesmo assim sobrou pra caramba! Portanto quase dormi na peça, só acordei mesmo quando a fada madrinha que fazia as coisas se transformarem apareceu e deu uma agitada naquele escurinho.
Pasta mixed sea food

Esse dia 6 não acaba nunca… E a "comelança" também não! Lá fomos nós num super recomendado restaurante thailandês no Soho que se chama Kittichai. Li num blog que nesse restaurante a Carrie foi pedida em casamento pelo Big no Sex and the City… Além desse detalhe o restaurante estava bem recomendado em guias, e é claro que fomos de novo de menu degustação. Nesse dia eu achei mesmo que eu fosse morrer pelo estômago. Não posso nem dizer que não sei porque eu faço isso, porque na verdade eu sei, a comida é um escândalo de boa. E eu gosto mesmo de comer. E uma prato melhor que o outro… E aí cara, a gente vai comendo e vai comendo… E na boa, eu comeria tudo de novo agora. Muito bom!

Dia 7 - Dia de ir pro Guggenheim e não bater muita perna pra não cansar porque a noite fomos ao Madison Square Garden assistir ao jogo de basquete do New York Knicks. Tipo que eu adorei, fiquei mais empolgada do que com a broadway - eu digo que não sou uma pessoa princesa - e inclusive fiquei emocionada com o início do jogo. Saudades do meu pai… Basquete tem a cara do meu pai. Alias esse jogo foi o único evento que compramos no Brasil porque eu queria mesmo ir! O Rê que também adora esportes curtiu muito, né?!

Knicks - MSG
Dia 8 - Pro sul da ilha fomos a Wall Street, passamos bem pertinho do novo WTC mas não fomos em memorial ou coisas assim. De lá ficamos passeando no Hudson River Park que nada mais é do que um parque margeando o rio. Muito gostoso. Os prédios ali por perto são lindinhos e é super legal ver a estátua da liberdade. Não, não fomos à estátua… De lá pegamos o metrô porque queríamos andar pela Bleecker Street passeando pelo West Village. Lá que tem as famosas lojas de todos os tipos do Marc Jacobs, inclusive fui enganada porque não achei nada barato lá. Também tem a Magnolia Bakery, aquela dos cupcakes do Sex and the City… Sim é bem gostoso, e demos muita sorte porque não tinha fila nenhuma. Na real eu nem procurei a loja, simplesmente a encontrei e comi meu cupcake numa pracinha. Voltamos ao Chelsea Market para almoçar num restaurante italiano delicioso que esqueci o nome agora, mas tem no outro post de dicas. No final do dia fomos a Bad Bath and Beyond. Pelo amor de Deus… Aquele lugar é um absurdo. De tudo, barato, e… Bem… Tivemos que voltar da loja de táxi porque simplesmente era impossível carregar todas aquelas sacolas. Bem coisa de brasileiro que fica louco com coisas baratas. Compramos coisas tipo cabide, potinho de tempero, tábua de cozinha, kkkkk. Coisa de gente louca. A noite encontramos o Renatinho e a Van e fomos em um outro tradicional dos USA o Shake Shack e de sobremesa cheesecake do Juniors. Excelente!

Novo WTC
Dia 9 - último dia. Aquele dia que dá uma dóóóóóó de ir embora. Fomos ao Metropolitan que é lindo, gigante e cansativo pra caramba. Almoçamos no E.A.T, único dia que comi algo saudável, alias. De noite encontramos um casal de amigos do Rê que mora lá, Kely e Pedro. Por uma feliz coincidência minha amiga Bel e o marido estavam em NY e com reserva no mesmo restaurante em que estávamos (Lavo). Última noite com amigos.

E foi assim… Malas prontas… Despertador a postos…. Frio no dia 10. Taxi pro aeroporto. Malas e mais malas, brasileiro e mais brasileiros, crianças discutindo e meu último Vanilla Machiato na Big Apple.