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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Sobre NYC, julgamentos, e me encontrar nos meus antepassados

Eu tenho até um pouco de vergonha mas eu queria ir de novo pra NYC... Me pego pesquisando passagens pra lá e todos os momentos são ideais: em setembro tem feriado, bom, mas nesse já tenho uma viagem marcada, em outubro seria excelente pra comemorar meu aniversário, em novembro seria ótimo porque tem o Black Friday e mais importante que isso tem o aniversário do Re. Em dezembro tem as férias coletivas. Dezembro? Oi? Quem aqui prometeu que não voltaria pra NYC no inverno???

Não sei o que é.... Pode ser que seja o fato de eu estar seguindo perfis da cidade no instagram @behindthescenesnyc @nyctips_ @pedroandradetv @partiuny. Esse último de amigos, bem, conhecido meu, e ex colega de trabalho do Rê. Aí além de insta tem facebook. E tem a Didi Wagner que tem as #didicas e escreveu o guia Minha Nova York, que eu tenho e que também pipoca no meu facebook....

Pode ser que seja o fato de eu ter feito 3 viagens realmente muito especiais para lá. A primeira eu estava com a minha família, foi 2 anos antes do meu pai morrer. Tínhamos uma vida muito alegre, morávamos em Manaus, meu pai era executivo de multinacional, e a nossa vida era muito confortável. Nunca tive moleza em casa, mas nunca passei necessidade, e com meus super 14 para 15 anos de idade acho que eu não tinha muita noção de que estava numa super cidade. É verdade que naquela época a Disney me empolgava mais - o que demonstra que a minha chatice também tem limite.

A segunda ida pra lá foi em 2014 com o Re. Tinham se passado 18 anos desde a última ida aos Estados Unidos. A vida teve muitas mudanças desde essa ida com a família. Tudo bem. Tudo certo agora. Os motivos que fizeram não ir à America não foram só coisas ruins. Europa foi escolhida duas vezes, dessas coisas que a gente faz com vinte e poucos anos e com uma mochila nas costas. Depois Argentina e Chile e o passo de comprar um apartamento e fazer uma reforma mudou totalmente a prioridade. Todo $$ era direcionado pro apto que até hoje não tem cortinas rss. A decisão de ir pra NYC em março foi determinada pelas 35 mil milhas por trecho que pagamos. Sabíamos que estaria frio, não imaginávamos que seria tão frio. Eu ficava monitorando a temperatura e sofria... Pedi casaco emprestado pra minha prima, roupas térmicas pra minha irmã, e me preparei psicologicamente pra morrer de frio. Morri de frio. Morremos de frio. Lembro que pegamos umas luvas emprestadas com a minha mãe. Luvas de couro com pele por dentro. Eu peguei as luvas dela e o Rê ficou com as que eram do meu pai (sim, estavam guardadas tantos anos depois). Pela falta de uso das luvas masculinas acho que elas se estragaram com o tempo, e ela foi se desfazendo logo no início da viagem. Cada vez que o Renato tirava caia um tufo de pelos. Foi uma piada. Muito frio. Muita animação com os americanos e sua forma de fazer as coisas direito. Restaurantes maravilhosos, peças, jogo de basquete. Fizemos "uma viagem de gente grande". Encontramos amigos, andamos o metrô de cabo a rabo, batemos perna por tudo que podíamos. Foi demais. Deixou aquela vontade de voltar. O frio serviu como desculpa "vamos visitar a estátua da liberdade da próxima vez, quando não estiver tão frio"... "Vamos ao Brooklyn numa próxima vinda, o legal é cruzar a ponte a pé, e está muito frio", "corrida no Central Park, fica pra próxima"....

Não imaginava que a próxima seria pouco depois de um ano.

Os tais julgamentos...


Pausa pra minha reflexão de pessoa que não está acostumada a viajar.... Ou melhor, de pessoa que convive com pessoas que não viajam sempre e que de certa forma me julgam por isso... Ou o famoso "só enxergam as pingas que eu tomo e não os tombos que eu levo"....

Eu sinto que algumas pessoas acham que tenho muito dinheiro, ou que ganho muito bem ou que simplesmente "passeio muito".... Claro que essas pessoas não sabem que eu não tenho 10 sapatos pretos, e que as minhas bolsas não combinam com eles... Nem que o último casaco de inverno que comprei foi em 2010 (caraca, faz tempo mesmo rsrs), ou que fico comparando o preço da mussarela fatiada com o da picanha e não compro porque acho um abuso ser tão caro. E também não tomo suco em restaurante porque eu acho um assalto uma limonada custar R$ 8. Hunf!

Minha infância nunca foi repleta de viagens. Sempre íamos religiosamente pra Santos e pra Anastácio. Férias sempre tinha viagem pra esses lugares. Família. Eventualmente uma ida ou outra para Marília, Assis, Campo Grande, Dourados. Tudo para visitar a família. Ponto final. Posso considerar que só tive uma vida com mais "conforto" financeiro quando meu pai era vivo, portanto por 17 anos e ainda assim nessa época meu pai sempre deu uma mão pra família... Nesse período as viagens de turismo foram: Orlando/Miami, NYC/Orlando/Miami, Bariloche (viagem de formatura). Fim.

Me formei, comecei a trabalhar, e ai... Bom aí só fazia sentido tirar férias se tivesse viagem, portanto....

2006 fui pra Europa mochilar: Madri, Barcelona, Roma, Milão, Florença, Veneza, Paris e Amsterdam. Viagem de amigas. 4 meninas juntas por 24 dias. Aquela loucura de querer conhecer todos os lugares, gastar pouco dinheiro e tirar todas as fotos do mundo. Faz parte da vida. Não recomendo tanta cidade em tão pouco tempo.
2007 fui pra Itacaré sozinha no esquema iPod, livros e reza pra não entrar em depressão. Foi tudo bem.
2007 eu e a Rafa fizemos um tour pela Bahia: Trancoso, Praia do Forte e Morro de São Paulo. Até dormir no aeroporto teve. Até processo teve, e no final das contas a viagem saiu de graça.
2008 Europa de novo. Amigos nos fazem viajar e rir, demaixxxx. Dessa vez: Milão, Londres, Berlim, Veneza e Florença (sim, repeti a Itália e repetiria tudo de novo)
2008 minha mãe fez 50 anos e de presente fomos a família para Buenos Aires. Foi a primeira viagem dela e do Fê pra fora do país depois que meu pai morreu. Importante.
2009 fui pra João Pessoa com a Rafa de férias depois de ter corrido a meia maratona do RJ
2009 Porto de Galinhas com o Re - nossa primeira viagem juntos, estava com medo de tudo dar errado, mas tudo deu certo e ainda encontramos um casal amigo que estava hospedado no hotel ao lado!
2010 Argentina e Chile. Frio de julho e 15 dias conhecendo os lugares bem devagar.
2011 Praia da Pipa logo depois da virada do ano
2012: foco na reforma, nada de viagens... Talvez Rio de Janeiro, Curitiba, mas viagens de fim de semana
2013 começamos o anos com a Ivete em Maceió
2014 NYC e um feriado em Buenos Aires (presente de aniversário para a mãe e a sogra)
2015 Praia do Forte reveillon e encontro com  família que mora na Bahia
2015 Disney e NYC e aqui estou eu analisando a minha vida inteira num post que era pra falar das minhas saudades da big apple... rsrsrs. Foco tá foda!

Eu sou da minha família! Iupiiiii!


Não sabia até pouco tempo de onde vinha essa coisa por viajar (não posso ficar um pouco ociosa que já entro no decolar rss). Da minha família não vinha muito esse incentivo, as pessoas não costumavam e nem costumam fazer muitas viagens, percebo um misto de falta de grana com algum desinteresse - coisa que definitivamente eu não consigo entender. Aí num sábado a noite em Santos estávamos eu, o Rê e minha avó na Ilha Porchat, quando ela começa a me contar da sua viagem pra Espanha. Ela foi pra lá com os pais e o irmão quando era adolescente, essa história é uma velha conhecida... Sempre a mesma história, sempre falando do tal Ford que levaram junto, dos passeios de bicicleta e dos churros que comiam todas as tardes... Mas de repente minha avó começou a falar de outras viagens que meus bisavós fizeram. Click. E do enxoval de uma tia avó que tinha sido comprado na Ilha da Madeira. Click. E de não sei o que na Argentina. Click. Minha cabeça que já tinha uma ou duas caipirinhas foi entrando num estado de conforto que eu até mandei uma mensagem pra minha terapeuta. rsrsrs. "Eu sou da minha família! Minha avó está me contando as histórias do pai dela. Ele viajava para o exterior com os filhos da década de 50, e gostava das coisas boas da vida..."

Paixonite pela Big Apple


Janeiro de 2015, mega promo TAM. Trocava mensagens com a minha mãe e a minha irmã que estavam em Santos. Quase compramos passagens pra Miami rss, empolgação... Queria mesmo era ir pra Paris, mas as passagens custariam uns R$ 4 mil reais. NYC estava por menos da metade desse valor, em junho. Em junho! Calor! "Pô, mas fomos pra lá no ano passado"... "é, mas tem tanta coisa bacana pra fazer lá", "mas a gente queria mesmo era ir pra Paris"... "mas custa o dobro só a passagem".... Eu e o Renato estávamos tomando um vinho enquanto olhávamos o site e bem... Junho, mês do dia dos namorados... Quando comemoraríamos 6 anos juntos, puta ocasião pra ir pra NYC. Vamos pra NYC!!!!

E assim foi a terceira ida pra querida NYC.... Temperatura agradabilíssima. Passeios ao ar livre. A sensação de felicidade por estar lá de novo. Uma alegria de andar por aquelas ruas abarrotadas de gente e não ter que carregar peso de casaco. E não ter medo de ser assaltado. E errar o metrô na primeira vez que andamos, e depois achar que estávamos em casa de novo e que podemos até dar dicas pras pessoas. Escolher o melhor lugar pra tomar café da manhã e querer voltar de novo, e de novo, e de novo.....

(estou relendo esse texto e pensando que é bom dar uma olhada no preço das passagens, vai que tem algo super bom por ai... rsrs)




 O título era pra ser NYC, e foi escrito em 29/07/15. Nesse mesmo 2015 ainda teve Inhotim, Punta Del Este e Miami. Tudo de forma muito organizada, aproveitando oportunidades, usando milhas, e priorizando o que importa. Dedos cruzados para que em 2016 essas boas oportunidades continuem aparecendo!




Um comentário:

  1. A listinha de viagem ficou bacana, farei uma também. Ilha Porchat é um escondidinho bacana, pouca gente que converso conhece e é um passei super legal e barato. No contexto geral é bem parecida com a minha sua história de familia vs viagem.

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