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sábado, 10 de agosto de 2013

Manhê, feliz dia dos pais!



Manhê!!!!!

Sim, há quase 15 anos é "mã", "manhê", "mãe", etc e tal.... Chegou o dia dos pais, né mãe?! E seria um tanto quanto esperado se eu parasse aqui mais um dia pra escrever sobre o meu avô nesse período de recuperação dele... E falasse como ele foi - também - durante esses 15 anos meu pai. Até porque bati muitíssimo nessa tecla no período de sua recuperação. Também seria chatinho - não desmerecido, é claro - se eu fizesse uma homenagem ao meu pai, acho que faço isso sempre....


Outra coisa é que outro dia foi aniversário da minha mãe, e eu teria escrito um post tranquilamente sobre ela se não estivesse num curso, cansada, acabada e o fizesse apenas pra cumprir minha tarefa de "blogueirinha" que faz a família toda chorar. Só que não! Minha mãe merece mais que um "tick" nos meus TO DOs.

Outro dia me peguei pensando como eu pareço com a minha mãe. Engraçado que sempre achei que as características do meu pai sempre foram
extremamente fortes, mas pensando bem tenho muita coisa da minha mãe/pai.

Praticidade. O lance de resolver logo as coisas é muito a cara da minha mãe. A gente vê isso claríssimo nessa fase de recuperação do meu avô. Pá pum, resolve. Aliás, todos os filhos tem essa característica. Acho que somos mais intensos, e aí é Nilson total, mas pá pum resolve, e ela faz isso de uma forma mais serena, aparentemente se estressa menos, ou desconta nas unhas. Minha mãe resolve as coisas sem alterar a voz, e no geral quem não altera a voz não perde a razão e nem perde a elegância.

Minha forma racional de pensar no dinheiro. Apesar de sempre termos tido oportunidade, quer dizer, algumas épocas nem tanto, mas meu pai era um executivo, e nem por isso eu tinha roupas de marca. Nem por isso tive mais do que uma, sim eu disse UMA, boneca Barbie, e nem por isso ganhava tênis de marca, aliás, o primeiro foi o New Balance que juntei todos os 'dinheiros' que eu havia ganhado na vida pra comprar na World Tenis. De DIC - quem lembra? - pra World Tenis, saí super feliz. Minha primeira roupa de marca? Pakalolo, presente dos meus avós, minha mãe comprava na C&A e obrigada! Eu hoje sou mega cuidadosa com grana! E quando digo mega é mega mesmo! Não pago no quilo do queijo mais caro que no quilo da carne, mesmo não comendo um quilo de queijo (muçarela tá gente, faixa azul é faixa azul e sei valorizar as coisas), é uma questão de princípios. Com a minha mãe também tudo virou uma questão de comparação %. Se em tal lugar um item custa R$ 2, e em outro custa R$ 3 muita gente pensa, ah, ok, "só R$ 1". Pra mim é "só uma escandalosa variação de 50%". Me chamem de pão dura, me considero uma pessoa que pensa e não sou feita de trouxa.

Tenho uma timidez que é dela. Veio dela, aprendi com ela, e ainda vejo nela. Sim sou tímida. Apesar de parecer super comunicativa, e sou, eu não gosto de ser o centro das atenções, e isso é desde que nasci. Quem convive comigo sabe do meu pavor de "Parabéns". Faço uma apresentação na empresa, mas não me pede pro garçom trazer um bolo e começar a cantar parabéns no meio do restaurante. Detesto. Assim como não gosto de receber nada de presente no escritório, e abominaria ter uma faixa de declaração de amor na rua. Socorro senhor Jesus! Além de tudo acho brega.

Minha sobrancelha. Acho que é a parte do rosto que eu mais gosto. E meu nariz arrebitado que, coitadinho, já foi detestado por mim na adolescência. Hoje as pessoas acham que eu operei o coitado. Capaz, mal sabem que é uma característica Pesente fortíssimo. Italianos de nariz arrebitado. Sensacional.

O meu lado mãe... Sou mãe de todo mundo e até dela... Que é minha mãe, e as vezes minha irmã mais nova. Somos a mãe do Fê, eu ela e a Rafa. As vezes eu sou o pai mesmo, porque todo mundo sabe que meu pai era bravo demais, rígido, sei lá... E eu sou bem bravinha... Assim como os outros 2 filhotes da mama.

No mais nem sei... Só sei que acho muito bom quando dizem que eu sou a cara da minha mãe, porque eu acho que ela é linnnnda! Ela e a tia Rô tem uma carinha delicada.

De coisas que eu não tenho, ou ainda não descobri que tenho é toda a garra, energia, e luta que ela sempre teve. Não tenho e nunca tive até agora a dedicação que ela sempre teve pro meu pai, e muito menos a dedicação e doação que ela teve pra gente quando ele morreu. Acho mesmo que nós - filhos - fomos o motivo pra que ela conseguisse continuar a dormir e acordar.

Desde aquele dia que meu pai morreu e ela passou a ser o pai da casa muito bem assessorada pelos meus avós e tios, mas mais meus avós maternos, é um fato. Daquele dia pra frente parecia pra mim que minha mãe era imortal. Acho que a perda faz a gente adormecer algumas possibilidades, uma forma de fuga. Até outro dia, e é sério, eu achava mesmo que minha mãe era imortal. Hoje não consigo e nem quero pensar em perder ninguém, muito menos minha mãe. Não consigo nem imaginar ficar doente sem ter minha mãe pra ligar. Ficar grávida e não ter minha mãe pra estar do meu lado, mesmo sabendo que vou ficar nervosa, que vou dar uns chiliques e que ela como mãe vai estar ali me aguentando independente das crises hormonais ou da minha mania de quem sabe tudo.

Há quase quinze anos lembro todos os dias do meu pai. E lembro no dia D da minha mãe nos dizendo, como se fosse hoje, que precisávamos nos unir muito mais daquele momento pra frente. Tenho certeza que isso aconteceu. Apesar de as vezes não parecer, de as vezes cada um ter sua vida, ou cada um ter seus ideais eu vejo a cumplicidade no olhar do mini núcleo Pesente Bernardino. Nós quatro nos entendemos de olhar. Saem faíscas também só de olhar. Felicidades só de olhar e paz quando estamos juntos.

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