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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Como você se vê daqui a 5 anos?

Perguntinha malvada essa.... Bem coisa de RH do século passado - como já me disse minha amiga de RH - , de reunião de feedback, ou de qualquer pessoa que não pense o óbvio... Me vejo com exatos 36 anos. Há! Como eu gostaria de estar daqui a 5 anos? Bem aí é outra história, mais feliz, e preferencialmente com um % de gordura menor do que tenho hoje, com saúde, e bronzeada. A parte da felicidade é suficiente pra explicar detalhes da vida tipo família, trabalho, equilíbrio, etc...

Sempre pensei isso, nunca fui de fazer planos, a não ser os planos e promessas de reveillon que sempre tem a boa e velha "esse ano eu vou pesar 52kg". Ok... Já quase aconteceu, mas não aconteceu, AINDA, que fique claro!

Bem nem é isso que eu to querendo falar, eu tenho essa mania de ficar introduzindo o assunto, colocando as pessoas na mesma página, MAS, o que eu to querendo falar é sobre uma reportagem que li agora numa Exame de Outubro de 2012. A reportagem tem o título Qual é o Limite? A tal reportagem e a capa da revista é Precisamos Trabalhar Tanto? e tem a foto da presidente da Yahoo. Eu nem sabia quem era essa pessoa, mas descobri que ela é poderosa, tem 37 anos, usa roupa de estilistas famosos, teve uma filha enquanto presidente e tirou 15 dias de licença maternidade e trabalhou remotamente durante esses dias....

Páginas a frente a discussão é sempre sobre o exagero. Sempre mostrando que as pessoas trabalham mais a e mais e que as reclamações aumentam em vários níveis como: equilíbrio com a vida pessoal, número de horas dedicadas ao trabalho, dias reduzidos de férias por ano, trabalho aos finais de semana, reclamação do cônjuge, etc...

A próxima reportagem no entanto é sobre a Dinamarca, ah, a Dinamarca! Eu não conheço mas posso imaginar que deve ser bem mais legal. Lá menos de 2% das pessoas trabalham mais do que 50 horas por semana. Os dinamarqueses passam em média meia hora em trânsito pro trabalho. Se usa bastante a bicicleta. Isso não parece um país, parece a Disney pra mim.

Eu sempre me pergunto sobre isso, sobre o tanto que trabalho. E eu sei, eu sei que tem muita gente que trabalha mais do que eu, eu sei que tem muita gente que trabalha menos do que eu. Eu sei que eu escolhi essa profissão e eu sei também que ninguém põe uma arma na minha cabeça pra que eu trabalhe muito (na minha concepção de muito, que fique claro). Mas realmente fico chateada quando paro pra pensar na minha semana. Trabalho, academia, terapia. Fim de semana voa. Trabalho, academia, terapia. E as pessoas ainda me acham suuuuper cool porque eu vou à academia - na hora do almoço, cada escolha uma renúncia. E eu percebo mesmo, e aí é mais foda ainda quando eu tenho que comprar outro anticoncepcional, afinal já se foram 28 dias! Mano, mas juro que foi ontem que eu comprei essa bagaça! Não é possível, eu penso!

Eu penso mais ainda porque eu tive um pai que sempre trabalhou muito. Ele trabalhou por necessidade mesmo desde os 12 anos de idade, e quando eu e meus irmãos já éramos nascidos ele já tinha um cargo bacana, de responsabilidade e trabalhava muito. Muitas vezes não o via chegar. Sentia que ele chegava e dava um beijo na gente. Tinha noite que até atrapalhava o sono, ele devia sentir saudade e meio que deitava junto na cama como uma forma de compensar aquela ausência. Ausência essa que era suprida aos finais de semana. Enquanto meu pai era vivo não existiam os Smartphones! Há! Mas também devo dizer que muitos dos momentos de festa em casa tinha gente do trabalho junto, então imagino que também rolasse algum trabalho ali... Mas pelo menos estávamos juntos.

Então pra uma pessoa que perdeu o pai aos 17 anos de idade é muito difícil fazer planos. Quando você vê que tudo pode acabar em segundos é quase frustrante fazer planos. Alias, eu como boa pessoa que trabalhei por anos planejando negócios tenho certeza que o plano nunca sai como o imaginado. Ponto final. Quando alguém como eu pensa em uma vida equilibrada é duro não lembrar do meu pai chegando e me dando um beijo enquanto eu dormia... Não quero isso pra mim. Não quero isso pros meus filhos. Nem pro pai deles.

Eu sou bem ponderada em certas coisas. Sei que tem fases de muito trabalho, outras mais flexíveis, mas lendo essa revista eu vi que a tendência é piorar. A tendência é ficar em cima, é ter pressão, é precisar ir pra meditação pra aliviar o stress. Tem dia que eu penso que precisava correr uma meia maratona pra dar uma relaxada... Isso é normal? Não é... Não pra mim.... As propagandas de TV falam da correria do dia a dia, de laxantes, a facilidades pela internet. Caraca, as pessoas não vão ao banheiro porque precisam entregar um relatório? Que porr@ é essa? Se forem mesmo essas as regras do jogo cara vai ter uma hora que eu vou parar de brincar. Não tenho medo nenhum de escrever isso na internet e causar alguma polêmica... Se o chefe ler e achar ruim, I'm so sorry, característica minha falar o que eu penso. Até porque Deus, a natureza, o destino, ou a força maior que rege o mundo quis parar o meu pai aos 43 anos de idade, não quis? Eu posso querer parar quando eu quiser, quando que achar que devo. Pode ser uma decisão definitiva ou não... Pode ser a coisa certa ou não, tudo tem 50% de chances de dar certo, já diria meu favorito Sunscreen (aí no vídeo pra matar as saudades).



















Beijo e não me liguem do fim de semana, a menos que seja pra fazer coisa legal, ok?!

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