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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Manaus, amor, saudade, Maceió

Se eu pudesse ter um leitor da minha mente no dia 03/01/13 teria sido perfeito pra escrever esse post... No fundo se isso existisse eu tenho certeza de que esse blog teria muito mais posts, e quem sabe eu até não ganhasse uma grana com ele,  mas como isso ainda não existe vou tentar reproduzir o que passou na minha mente naquele dia.

Estava ainda em Maceió e saímos pra dar um passeio de lancha com um casal muito atencioso e agradável. Eu adoro mar, adoro natureza, e talvez adore pelo mesmo motivo que to escrevendo esse post... Quem viu meu facebook naquele dia leu que havia sido um dia de lembranças boas, dessas que quando a gente se dá conta está chorando.

Sim... Eu estava. Saímos de lancha por uma marina que dava numa lagoa e depois ia pro mar. A paisagem já me lembrou Manaus. A lagoa principalmente, porque a paisagem de mar do Nordeste brasileiro tem muito coqueiro, o que não tem lá na Amazonia. Na logoa por outro lado havia muitas arvores praticamente cobertas de água, água essa que não era verde como a do mar. A cheia do rio era muito assim. A lancha já me lembrou meu pai, minha cor preta já me lembrou minhas raízes.... Nilson, Sebastião... Que saudade. Manaus, que tempo bom que eu vivi lá. Conheci pessoas bacanas, vivi experiências que talvez nunca fosse ter se não fosse aquela mudança em função da profissão do meu pai. Quem que tá lendo isso já viu o encontro das águas? Ou comeu tambaqui na brasa num restaurante flutuante? Sabe qual sabor do cupuaçu in natura? Já viu um bicho preguiça na escola? Enfim.... Não é esse o ponto....

Depois de conversa, almoço, caipirinha voltamos. Eu com essa melanina toda que Deus, ou os Bernardinos mesmo, me deram, estava lá na frente da lancha, de camarote, no sol, longe do resto que se escondia sob a capota. Não escutava a conversa, nem queria.... Estava inundada por lembranças de 15 anos atrás. Estava cheia de saudades, saudades do que vivi lá em Manaus, mas principalmente pelo sentimento de amor que aquela cidade me traz. Voltei a Manaus meu pai ainda era vivo, então não foi assim tão emocionante, mas certamente, quando eu voltar ao Rio Negro, quando eu for comer no Peixe Boi, quando eu chegar aquela marina.... Não sei como vou me comportar.... Acho que vou me pegar chorando.... Chorando de amor.


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