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domingo, 24 de junho de 2012

A vida como ela é - transporte público em SP

E tudo começou porque o trânsito estava infernal, e eu já não agüentava mais essa história de ficar no carro naquele ritmo primeira e segunda (só pra ilustrar porque meu câmbio é automático), neurótica pensando se tinha algum ser estranho passando por perto que pudesse eventualmente querer me assaltar, começando a dar seta 1km antes de entrar porque as motos fazem aquele corredor bizarro e dominam tudo, porque a rádio uma hora entra na hora do Brasil e também, mesmo que não entre parece que a música nunca é suficientemente boa depois que você está no carro por pelo menos 40 minutos....

Bom aí a fresquinha (eu mesma) que não agüenta mais resolve ir pro trabalho de ônibus + metrô, igualzinho a muitíssima gente. O primeiro dia que fiz isso não valeu, porque na hora de voltar, que é o pior horário, eu sai muito tarde então não enfrentei o horário de pico, então a experiência não foi válida. Foi até muito boa, rápido, vazio, lendo um livro, me senti quase na Europa, como uma dessas cidadãs do mundo.

Outro dia eis que meu irmão me pediu o carro emprestado e fui trabalhar de táxi, foi super em cima da hora. Preço ok, R$ 25 pra chegar até a Vila Olímpia, mas na hora de ir embora eu imaginei que numa sexta feira o trânsito estaria caótico. Aproveitei o fato que uma pessoa do trabalho voltaria pra casa de trem e fui junto me aventurar no trem de SP. Uhuuuu!! Dá até vergonha de dizer que foi a primeira vez na vida que andei de trem em SP, ok...

Metrô Pedro II
Fomos andando até a estação Vila Olímpia, de lá eu teria que andar apenas 3 estações até a Granja Julieta, pertinho de casa. Ok, vamos que vamos. Cheguei na estação e juro por Deus que achei que ia ficar intoxicada pelo cheiro. Não, não é frescura. Sim tem o rio Pinheiros, mas aquele cheiro é muito pior que o cheiro comum da Marginal, acho que tem alguma relação com a EMAE, sei lá, tem alguma coisa tóxica ali, certeza! Chegou o primeiro trem e a lotação era tanta às 17:20 que resolvemos esperar o próximo. Surpresa, estava tão lotado quanto! Obvio que um espertão já se enfiou na nossa frente. Enfrentamos a lotação e fomos. Entrei e me achando a rainha da esperteza fiquei meio perto da porta, afinal sairia em mais 2 estações. A minha amiga até falou pra eu ficar mais pra trás pra não ser tão esmagada, mas firme e forte eu fiquei lá na cara do gol. A cada estação mais gente entrava! Todo mundo contrariando as leis da física, lembra aquela "dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço"?! Acho que no trem em SP ocupam sim. Finalmente cheguei na estação Granja Julieta. Antes na estação Morumbi eu já tinha avisado as pessoas que estavam ao meu lado que eu sairia na próxima. Cara, na hora que abriu a porta mais gente entrando e a beleza aqui educadamente pedindo licença porque eu ia sair. Será que alguém me deu licença?! Dãrrrr, obvio que não! A minha sorte é que um moço que estava mais pra trás e já conhecia o esquema veio berrando "vai sair, sai da frente" e eu fui no embalo. Fui cuspida, vomitada do trem. Devo admitir que cheguei em 9 minutos. Isso foi bom. Mas a sensação de educação das pessoas é apavorante e a infra é de dar dó....

Bom, aí de novo a bonita tinha que ir pro escritório do centro numa sexta feira chuvosa. Já pensei comigo mesma, não vou nem a pau ficar 2h tensa no carro. Vou de bus, da última vez demorou 1:15... Sussa... Ahammmmmm. Volta pra casa 17:45. Pega o metrô, vai pro terminal, espera o ônibus chegar, senta (não posso reclamar desse pedaço) e vamos que vamos. Peguei meu livrinho e comecei a ler. O ônibus foi enchendo, enchendo, enchendo... Duas meninas pararam ao meu lado e uma delas falava mais que o homem da cobra. Falava tanto que me desconcentrou. Não conseguia ler o meu livro. Não dava. A menina, uma aprendiz de periguete não parava de contar os seus feitos, os longos namoros de 2 meses, e como ela estava lindaaaaa na festa de não sei o que toda de branco. Também falou muito que era uma boa filha, que cuidava de tudo na casa, e que sabia se defender muito bem. Ai voltou pra todas as conquistas amorosas e ficou lendo a troca de sms que teve com o paquera dela. A menina deve ter descido uns 3 pontos antes de mim. Eu já estava atordoada!
Terminal Bandeira

Ai vem a pergunta que não quer calar: valeu a pena!? Sinceramente não sei! Demorei as mesmas 2h que demoro de carro. Pelo menos li um livro, mas também fiquei ouvindo a mala da menina. Pra de vez em quando eu acho que dá... Ok... Mas todo dia me dá meio que desespero. Fico pensando em dias de chuva ou de muito calor. Meu Deus....


Sei lá, a única coisa que eu tenho certeza é que deveria ter uma campanha sobre o silêncio no ônibus. Tipo aquelas que a gente vê em centro espírita, sabe?! "O silêncio é uma prece", quem sabe assim as pessoas que passam por isso todos os dias não chegavam em casa com mais energia ao invés de sugadas.... Afe!

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